Uma fotografia que circula nas redes sociais mostra um soldado do exército de “Israel” destruindo com uma marreta a cabeça de uma estátua de Jesus presa a um crucifixo derrubado no sul do Líbano. Segundo informes divulgados sobre o caso, a imagem foi registrada em Debl, povoado cristão localizado perto da fronteira com a Palestina ocupada. A municipalidade de Debl confirmou à AFP que a estátua fica, de fato, na localidade.
De Gaza ao sul do Líbano, diversos vídeos e fotografias divulgados pelos próprios soldados israelenses mostraram ações semelhantes contra mesquitas, igrejas e estátuas religiosas. A destruição da imagem de Jesus em Debl se soma, assim, a uma sequência de ataques contra locais e objetos de culto em áreas atingidas pela ocupação.
Enquanto isso, “Israel” continua demolindo casas e infraestrutura no sul do Líbano. O jornal Haaretz, citando autoridades militares, informou que dezenas de veículos de engenharia foram deslocados para a região nas últimas semanas. Ainda de acordo com a publicação, parte importante da destruição vem sendo executada por contratados civis, alguns deles remunerados de acordo com a quantidade de edifícios postos abaixo. Uma fonte afirmou que vários desses contratados já haviam atuado antes na destruição de moradias palestinas em Gaza.
Essa política de terra arrasada prossegue ao mesmo tempo em que crescem as baixas entre as tropas israelenses que permanecem em território libanês. Nos últimos dias, órgãos de imprensa israelenses confirmaram a morte de dois reservistas e o ferimento de pelo menos outros 121 militares em ações separadas com artefatos explosivos improvisados no sul do país.
Os ataques ocorreram em áreas que se estendem em direção à aldeia fronteiriça de Kfar Kila, onde as forças de ocupação mantêm atividade terrestre apesar do cessar-fogo. As ações mostram que a Resistência continua presente no terreno para enfrentar as violações cometidas por “Israel” e a permanência de suas tropas em solo libanês.




