Passados dois meses do início da agressão covarde e criminosa desatada pelo imperialismo norte-americano e pelo seu lacaio regional, a entidade sionista de “Israel”, contra a República Islâmica do Irã, o cenário mundial é de uma transformação irreversível.
A guerra teve início em um ato de desespero do imperialismo. No dia 28 de fevereiro, mísseis norte-americanos e sionistas atingiram a residência oficial do líder da Revolução Islâmica, o Aiatolá Saied Ali Khamenei. O assassinato do líder, junto com sua filha, genro, nora e neto, foi o estopim de uma conflagração total.
A burguesia imperialista apostava no caos interno. Acreditavam que, com a morte de Khamenei, o regime revolucionário se fragmentaria em disputas internas. Ocorreu exatamente o oposto. A nação iraniana, em um exemplo de coesão revolucionária, uniu-se em torno do Corpo de Guardas da Revolução Islâmica (CGRI). Milhões foram às ruas com gritos de “Morte aos Estados Unidos!” e “Morte a ‘Israel’!”.
A agressão não poupou civis. Em Minab, uma escola primária feminina (Shajareh Tayyebeh) foi atingida por mísseis Tomahawk, matando 165 meninas e professores. Este massacre, longe de intimidar a população, selou o destino do imperialismo na região: o ódio das massas transformou-se em força de combate.
A resposta iraniana foi imediata e de uma escala jamais vista. A Operação Promessa Verdadeira 4, conduzida pelo CGRI e pela rede integrada de defesa aérea, desferiu golpes mortais na infraestrutura de guerra norte-americana.
O balanço militar é catastrófico para o imperialismo. Nestes dois meses, os fatos falam por si:
- Irã destruiu dois caças F-35, quatro F-15 e um avião-espião AWACS E-3 Sentry. O caso do AWACS é emblemático: uma aeronave de 700 milhões de dólares foi caçada e destruída por um drone Shahed-136, que custa meros 20 mil dólares.
- O CGRI confirmou que, apenas na primeira semana, os EUA sofreram 650 baixas, com dezenas de soldados mortos por dia — um índice que os americanos não viam desde o Vietnã.
- O porta-aviões USS Abraham Lincoln, atingido por mísseis balísticos e enxames de drones, foi obrigado a recuar mais de 1.000 quilômetros da costa iraniana, abandonando sua missão de patrulha no Mar de Omã.
O imperialismo descobriu que seus radares THAAD e sistemas Patriot (que custam milhões cada disparo) são incapazes de conter os ataques de saturação iranianos. O estoque de mísseis interceptores dos EUA está se exaurindo, enquanto a produção iraniana de mísseis Khorramshahr-4 e Fattah segue a todo vapor.
O golpe mais profundo desferido pelo regime revolucionário foi o fechamento e o controle total do Estreito de Ormuz. O Irã demonstrou que a segurança do Golfo “é para todos ou para ninguém”.
Com a interrupção do tráfego de navios vinculados aos agressores, o preço do barril de petróleo disparou, superando os 110 dólares e ameaçando chegar aos 200. A QatarEnergy foi obrigada a suspender a produção de gás natural liquefeito após ataques iranianos à infraestrutura de Ras Laffan, em retaliação aos ataques sionistas contra campos de gás iranianos.
O Irã agora impõe uma “Nova Ordem Marítima”:
- Navios dos EUA, Reino Unido e “Israel” estão proibidos de passar.
- O Irã reivindica o direito de cobrar taxas de trânsito para garantir a segurança da via, tal como o Egito faz no Canal de Suez.
- Qualquer navio que tente burlar as regras é atingido por mísseis de precisão, como ocorreu com o navio-tanque Athen Nova.
Donald Trump tentou dar ultimatos de 48 horas. Foram ignorados. O imperialismo não tem poder militar para reabrir o estreito à força sem enfrentar a destruição total de suas frotas.
Enquanto o governo Trump espalhava mentiras sobre uma suposta “divisão” no regime iraniano, a Assembleia dos Peritos agiu com rapidez e firmeza. Saied Mojtaba Khamenei foi eleito o novo Líder da Revolução Islâmica.
Sua primeira mensagem foi um balde de água fria nos planos imperialistas:
“O Estreito de Ormuz deve permanecer fechado… Não recuaremos da vingança pelo sangue de nossos mártires.”
Mojtaba Khamenei assumiu o comando com o apoio unânime das Forças Armadas e das massas. O Irã provou que seu sistema de governo, baseado na Velayat-e Faqih, é imune a golpes de decapitação.
A guerra não ficou restrita às fronteiras do Irã. O imperialismo viu o desabamento de suas posições em todo o Oriente Médio:
- O Hesbolá rompeu o cessar-fogo e lançou a operação “Palha Devorada”, destruindo tanques Merkava e atingindo bases de inteligência em Telavive e Haifa. A entidade sionista, incapaz de avançar no sul do Líbano, foi forçada a implorar por tréguas que viola sistematicamente.
- O governo do Iraque, pressionado pelas Forças de Mobilização Popular (PMF), autorizou o direito de autodefesa contra os EUA. A Base Vitória, centro logístico norte-americano no aeroporto de Bagdá, foi evacuada sob fogo constante de mísseis e drones.
- O Ansar Alá manteve o dedo no gatilho, ameaçando fechar o estreito de Bab el-Mandeb, o que isolaria completamente a economia ocidental.
Vendo o desastre militar, Donald Trump tentou a via do engano. Propôs um plano de 15 pontos que exigia a rendição total do Irã: desarmamento nuclear, fim do programa de mísseis e abandono dos aliados regionais. Em troca? Apenas promessas vagas de alívio de sanções.
As negociações em Islamabade (Paquistão) foram um teatro da impotência imperialista. Durante 21 horas, a delegação iraniana, chefiada por Abbas Araghchi e Mohammad Qalibaf, manteve-se firme. O Irã apresentou sua contraproposta de 10 pontos:
- Saída total das tropas americanas da região.
- Levantamento de todas as sanções.
- Pagamento de indenizações de guerra.
- Reconhecimento do enriquecimento de urânio.
Trump tentou vender um “presente de valor tremendo” que teria recebido do Irã, mas a realidade é que não houve acordo. O imperialismo tentou ganhar no tapetão o que perdeu no campo de batalha e saiu de mãos abanando.
Enquanto o Irã demonstra unidade, o campo imperialista racha. Em “Israel”, o Parlamento aprovou leis desesperadas como a pena de morte para prisioneiros palestinos, numa tentativa de conter a revolta das massas oprimidas que veem a fraqueza do Estado sionista.
Nos Estados Unidos, o apoio à guerra de Trump desmoronou. Com a gasolina subindo e os corpos dos soldados retornando em segredo, a classe operária americana começa a questionar por que bilhões são gastos para destruir escolas no Irã enquanto a infraestrutura interna dos EUA apodrece.
O imperialismo apostou tudo no terror e na força bruta, mas encontrou uma barreira intransponível na determinação de um povo em armas e na competência técnica de um exército revolucionário.
O Irã não é o Iraque de 2003, nem a Líbia de 2011. É uma nação que aprendeu a combater sob cerco e que agora possui os meios para destruir o dispositivo militar imperialista em toda a região. O imperialismo sairá desta guerra menor do que entrou. Perdeu sua aura de invencibilidade, perdeu o controle sobre os preços do petróleo e, acima de tudo, perdeu a batalha pela hegemonia regional.





