Guerra no Oriente Próximo

Dois meses de derrotas para o imperialismo

Irã demonstrou que a segurança do Golfo "é para todos ou para ninguém"

Donald Trump

Passados dois meses do início da agressão covarde e criminosa desatada pelo imperialismo norte-americano e pelo seu lacaio regional, a entidade sionista de “Israel”, contra a República Islâmica do Irã, o cenário mundial é de uma transformação irreversível.

A guerra teve início em um ato de desespero do imperialismo. No dia 28 de fevereiro, mísseis norte-americanos e sionistas atingiram a residência oficial do líder da Revolução Islâmica, o Aiatolá Saied Ali Khamenei. O assassinato do líder, junto com sua filha, genro, nora e neto, foi o estopim de uma conflagração total.

A burguesia imperialista apostava no caos interno. Acreditavam que, com a morte de Khamenei, o regime revolucionário se fragmentaria em disputas internas. Ocorreu exatamente o oposto. A nação iraniana, em um exemplo de coesão revolucionária, uniu-se em torno do Corpo de Guardas da Revolução Islâmica (CGRI). Milhões foram às ruas com gritos de “Morte aos Estados Unidos!” e “Morte a ‘Israel’!”.

A agressão não poupou civis. Em Minab, uma escola primária feminina (Shajareh Tayyebeh) foi atingida por mísseis Tomahawk, matando 165 meninas e professores. Este massacre, longe de intimidar a população, selou o destino do imperialismo na região: o ódio das massas transformou-se em força de combate.

A resposta iraniana foi imediata e de uma escala jamais vista. A Operação Promessa Verdadeira 4, conduzida pelo CGRI e pela rede integrada de defesa aérea, desferiu golpes mortais na infraestrutura de guerra norte-americana.

O balanço militar é catastrófico para o imperialismo. Nestes dois meses, os fatos falam por si:

  • Irã destruiu dois caças F-35, quatro F-15 e um avião-espião AWACS E-3 Sentry. O caso do AWACS é emblemático: uma aeronave de 700 milhões de dólares foi caçada e destruída por um drone Shahed-136, que custa meros 20 mil dólares.
  • O CGRI confirmou que, apenas na primeira semana, os EUA sofreram 650 baixas, com dezenas de soldados mortos por dia — um índice que os americanos não viam desde o Vietnã.
  • O porta-aviões USS Abraham Lincoln, atingido por mísseis balísticos e enxames de drones, foi obrigado a recuar mais de 1.000 quilômetros da costa iraniana, abandonando sua missão de patrulha no Mar de Omã.

O imperialismo descobriu que seus radares THAAD e sistemas Patriot (que custam milhões cada disparo) são incapazes de conter os ataques de saturação iranianos. O estoque de mísseis interceptores dos EUA está se exaurindo, enquanto a produção iraniana de mísseis Khorramshahr-4 e Fattah segue a todo vapor.

O golpe mais profundo desferido pelo regime revolucionário foi o fechamento e o controle total do Estreito de Ormuz. O Irã demonstrou que a segurança do Golfo “é para todos ou para ninguém”.

Com a interrupção do tráfego de navios vinculados aos agressores, o preço do barril de petróleo disparou, superando os 110 dólares e ameaçando chegar aos 200. A QatarEnergy foi obrigada a suspender a produção de gás natural liquefeito após ataques iranianos à infraestrutura de Ras Laffan, em retaliação aos ataques sionistas contra campos de gás iranianos.

O Irã agora impõe uma “Nova Ordem Marítima”:

  1. Navios dos EUA, Reino Unido e “Israel” estão proibidos de passar.
  2. O Irã reivindica o direito de cobrar taxas de trânsito para garantir a segurança da via, tal como o Egito faz no Canal de Suez.
  3. Qualquer navio que tente burlar as regras é atingido por mísseis de precisão, como ocorreu com o navio-tanque Athen Nova.

Donald Trump tentou dar ultimatos de 48 horas. Foram ignorados. O imperialismo não tem poder militar para reabrir o estreito à força sem enfrentar a destruição total de suas frotas.

Enquanto o governo Trump espalhava mentiras sobre uma suposta “divisão” no regime iraniano, a Assembleia dos Peritos agiu com rapidez e firmeza. Saied Mojtaba Khamenei foi eleito o novo Líder da Revolução Islâmica.

Sua primeira mensagem foi um balde de água fria nos planos imperialistas:

“O Estreito de Ormuz deve permanecer fechado… Não recuaremos da vingança pelo sangue de nossos mártires.”

Mojtaba Khamenei assumiu o comando com o apoio unânime das Forças Armadas e das massas. O Irã provou que seu sistema de governo, baseado na Velayat-e Faqih, é imune a golpes de decapitação.

A guerra não ficou restrita às fronteiras do Irã. O imperialismo viu o desabamento de suas posições em todo o Oriente Médio:

  • O Hesbolá rompeu o cessar-fogo e lançou a operação “Palha Devorada”, destruindo tanques Merkava e atingindo bases de inteligência em Telavive e Haifa. A entidade sionista, incapaz de avançar no sul do Líbano, foi forçada a implorar por tréguas que viola sistematicamente.
  • O governo do Iraque, pressionado pelas Forças de Mobilização Popular (PMF), autorizou o direito de autodefesa contra os EUA. A Base Vitória, centro logístico norte-americano no aeroporto de Bagdá, foi evacuada sob fogo constante de mísseis e drones.
  • O Ansar Alá manteve o dedo no gatilho, ameaçando fechar o estreito de Bab el-Mandeb, o que isolaria completamente a economia ocidental.

Vendo o desastre militar, Donald Trump tentou a via do engano. Propôs um plano de 15 pontos que exigia a rendição total do Irã: desarmamento nuclear, fim do programa de mísseis e abandono dos aliados regionais. Em troca? Apenas promessas vagas de alívio de sanções.

As negociações em Islamabade (Paquistão) foram um teatro da impotência imperialista. Durante 21 horas, a delegação iraniana, chefiada por Abbas Araghchi e Mohammad Qalibaf, manteve-se firme. O Irã apresentou sua contraproposta de 10 pontos:

  1. Saída total das tropas americanas da região.
  2. Levantamento de todas as sanções.
  3. Pagamento de indenizações de guerra.
  4. Reconhecimento do enriquecimento de urânio.

Trump tentou vender um “presente de valor tremendo” que teria recebido do Irã, mas a realidade é que não houve acordo. O imperialismo tentou ganhar no tapetão o que perdeu no campo de batalha e saiu de mãos abanando.

Enquanto o Irã demonstra unidade, o campo imperialista racha. Em “Israel”, o Parlamento aprovou leis desesperadas como a pena de morte para prisioneiros palestinos, numa tentativa de conter a revolta das massas oprimidas que veem a fraqueza do Estado sionista.

Nos Estados Unidos, o apoio à guerra de Trump desmoronou. Com a gasolina subindo e os corpos dos soldados retornando em segredo, a classe operária americana começa a questionar por que bilhões são gastos para destruir escolas no Irã enquanto a infraestrutura interna dos EUA apodrece.

O imperialismo apostou tudo no terror e na força bruta, mas encontrou uma barreira intransponível na determinação de um povo em armas e na competência técnica de um exército revolucionário.

O Irã não é o Iraque de 2003, nem a Líbia de 2011. É uma nação que aprendeu a combater sob cerco e que agora possui os meios para destruir o dispositivo militar imperialista em toda a região. O imperialismo sairá desta guerra menor do que entrou. Perdeu sua aura de invencibilidade, perdeu o controle sobre os preços do petróleo e, acima de tudo, perdeu a batalha pela hegemonia regional.

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