O Canadá venceu a África do Sul por 1 a 0, neste domingo (28), em Los Angeles, nos Estados Unidos, e tornou-se a primeira seleção classificada para as oitavas de final da Copa do Mundo de 2026. O gol da vitória canadense foi marcado por Stephen Eustáquio, aos 46 minutos do segundo tempo, depois de uma pressão crescente da seleção norte-americana na etapa final.
A partida abriu a fase de mata-mata da Copa do Mundo. Com o resultado, os canadenses eliminaram os sul-africanos e seguiram na competição.
A vitória canadense confirmou a melhor campanha da história do país em Copas do Mundo. Conhecida como Les Rouges, a seleção chegou ao Mundial de 2026 como uma das coanfitriãs da competição e, diante da África do Sul, conseguiu transformar a boa participação em uma classificação inédita.
O Canadá disputou sua primeira Copa do Mundo em 1986, no México. Naquele torneio, caiu ainda na primeira fase. Voltou à competição em 2022, no Catar, quando também não conseguiu passar da fase de grupos. Em 2026, jogando o torneio organizado em seu próprio continente, a equipe chegou ao mata-mata e venceu pela primeira vez uma partida eliminatória em Copas.
O Canadá, uma das sedes da Copa ao lado dos Estados Unidos e do México, aguarda agora o vencedor de Holanda e Marrocos, que se enfrentam nesta segunda-feira (29), às 22 horas, em Monterrei, no México. A partida das oitavas de final está marcada para 4 de julho, sábado, às 14 horas.
Como foi o jogo
O primeiro tempo foi mais equilibrado do que a etapa final. A África do Sul começou com mais posse de bola e conseguiu, durante boa parte dos minutos iniciais, impedir que o Canadá controlasse a partida. A seleção africana procurou trabalhar a bola no meio de campo e reduzir os espaços para os canadenses chegarem com velocidade pelas laterais.
O Canadá demorou alguns minutos para se soltar. Aos poucos, porém, a equipe passou a ocupar o campo de ataque. As jogadas pelas laterais se tornaram o principal caminho para a seleção canadense tentar furar a defesa sul-africana. O avanço dos laterais e a movimentação dos homens de frente fizeram com que o jogo se deslocasse para perto da área da África do Sul.
Mesmo sem dominar desde o início, o Canadá terminou a primeira etapa em melhor situação. Nos minutos finais, a pressão aumentou. A equipe canadense criou duas das melhores oportunidades do primeiro tempo e quase abriu o placar antes do intervalo.
Em uma delas, Bombito subiu para cabecear e venceu a marcação. A bola tinha direção de gol, mas Modiba apareceu em cima da linha e salvou a África do Sul. O lance foi uma das principais chances canadenses na primeira metade do jogo.
Pouco depois, após bate-rebate dentro da pequena área, Buchanan ficou com a sobra e finalizou. O goleiro Williams fez boa defesa e manteve o placar em 0 a 0. A pressão canadense no fim do primeiro tempo indicava que a África do Sul encontraria dificuldades maiores depois do intervalo.
Ainda antes do descanso, o Canadá pediu pênalti em uma jogada pela esquerda. Laryea avançou pela área e caiu após disputa com a defesa sul-africana. Os jogadores canadenses reclamaram, mas a arbitragem mandou o jogo seguir e marcou apenas tiro de meta.
No segundo tempo, a partida mudou de vez. O Canadá assumiu o controle do jogo e passou a criar as principais oportunidades. A África do Sul, que tinha conseguido manter mais a bola no início da partida, passou a se defender por longos períodos.
A seleção canadense acelerou as jogadas ofensivas, principalmente pelos lados do campo. A equipe encontrava espaços para cruzamentos e infiltrações, mas esbarrava na defesa sul-africana e nas intervenções do goleiro Williams, um dos nomes da partida.
Aos 18 minutos, Oluwaseyi recebeu em boa posição e finalizou de frente para o gol. Williams saiu bem e defendeu com a coxa, evitando que o Canadá abrisse o placar. O lance reforçou o domínio canadense e aumentou a pressão sobre a defesa da África do Sul.
O próprio Oluwaseyi voltou a levar perigo aos 30 minutos. Desta vez, recebeu na entrada da área e soltou um chute forte. A bola passou muito perto da trave, sem chances para o goleiro sul-africano caso fosse na direção do gol. A finalização arrancou reação da torcida e mostrou que o gol canadense parecia cada vez mais próximo.
A África do Sul teve poucas oportunidades na etapa final. A principal delas saiu dos pés de Appollis. O meio-campista arrancou pelo centro do campo, livrou-se da marcação de Eustáquio e chutou forte. Crépeau defendeu em dois tempos e impediu que os sul-africanos surpreendessem no momento em que eram mais pressionados.
Depois disso, o Canadá voltou a empurrar a África do Sul para a defesa. O empate sem gols parecia levar a partida para a prorrogação, mas a seleção canadense conseguiu decidir nos acréscimos.
O gol da vitória saiu aos 46 minutos do segundo tempo. Shaffelburg avançou pela direita e cruzou para a pequena área. A defesa sul-africana tentou afastar, mas não conseguiu tirar o perigo. No rebote, Stephen Eustáquio apareceu livre para cabecear para o fundo da rede.
O camisa 7 canadense, que também tinha participado de jogadas importantes no meio de campo, tornou-se o nome da classificação. A cabeçada no fim da partida definiu o 1 a 0 e eliminou a África do Sul.
O gol foi o desfecho de uma partida em que o Canadá aumentou a pressão gradualmente. Depois de um primeiro tempo mais disputado, os canadenses foram superiores na etapa final, criaram as principais chances e chegaram ao gol quando a partida se aproximava da prorrogação.
A África do Sul, por sua vez, deixa a Copa depois de resistir até os acréscimos. A equipe africana começou melhor, teve bons momentos de posse de bola no primeiro tempo e contou com atuação segura de Williams. No entanto, no segundo tempo, teve dificuldade para sair da defesa e terminou castigada por um lance de bola cruzada na área.
Com a vitória, o Canadá avançou para as oitavas de final e agora espera a definição de seu próximo adversário. Holanda e Marrocos jogam nesta segunda-feira (29), às 22 horas, em Monterrei, no México.
O vencedor enfrentará o Canadá no sábado, 4 de julho, às 14 horas. A partida terá peso importante para a campanha canadense, que já é a melhor da história do país em Copas do Mundo.





