O presidente do Irã, Masoud Pezeshkian, apresentou três iniciativas para fortalecer a cooperação econômica e energética entre os membros da Organização de Cooperação de Xangai (OCS) durante a Cúpula realizada no Quirguistão. As propostas incluem a ampliação do uso de moedas nacionais nas transações entre países-membros, a criação de um banco da organização e de uma União de Seguros de Exportação e Investimento, além de um Consórcio Energético da OCS. O objetivo declarado é reduzir a vulnerabilidade do comércio e das cadeias de suprimento diante de perturbações externas — uma clara referência às sanções e à guerra econômica impostas pelo imperialismo estadunidense contra nações que resistem à sua dominação.
A iniciativa iraniana insere-se em um contexto de enfrentamento direto ao imperialismo. Pezeshkian condenou as recentes ações militares de Estados Unidos e Israel contra o Irã, classificando-as como violações do direito internacional. O presidente russo, Vladimir Putin, reuniu-se com Pezeshkian durante a Cúpula e afirmou que a Rússia está fornecendo ao Irã a assistência necessária para que o país atravesse o conflito com os EUA. Putin destacou a solidariedade do povo russo ao povo iraniano, “que luta por seus interesses”.
Enquanto Rússia, Irã e China avançam na construção de mecanismos que desafiam a hegemonia do dólar e a dominação imperialista, o Brasil adota uma posição capituladora. Um exemplo dessa política ocorreu dias atrás quando o procurador da República Lucas de Morais Gualtieri foi autorizado a viajar ao Paraguai para participar de uma reunião intitulada “Combate ao Irã e seus Representantes nas Américas”, com passagens, hospedagem e alimentação pagas pelo governo de Donald Trump. Isso quando o Brasil não está em guerra contra o Irã. Mantém relações diplomáticas e comerciais com Teerã e os dois países integram os BRICS.





