Palestina ocupada

Ataques de colonos sionistas crescem 63% na Cisjordânia

Comissão palestina registrou 4.286 agressões nos primeiros sete meses do ano; em agosto, mais de 21 mil árvores foram destruídas ou arrancadas

Os ataques de colonos sionistas contra palestinos na Cisjordânia ocupada cresceram 63% nos primeiros sete meses de 2026, em comparação com o mesmo período do ano passado. A Comissão de Resistência ao Muro e aos Assentamentos registrou 4.286 agressões no intervalo.

Somente em agosto foram documentados outros 628 ataques, elevando o total do ano para 4.914. Ramalá e Al-Bireh concentraram 157 ocorrências no mês. Nablus teve 137; Al-Calil, 120; Belém, 73; Tubas, 40; Jenin, 36; e al-Quds, 31.

As forças de ocupação de “Israel” protegem os colonos durante os ataques. Grupos armados invadem aldeias, espancam moradores, destroem casas, soltam rebanhos sobre plantações palestinas e abrem caminho para a tomada de novas terras.

Nas últimas ações, residências foram atacadas em Beita, ao sul de Nablus. Homens armados invadiram terras em Umm Safa, a noroeste de Ramalá. Em Al-Mazra’a Al-Gharbiya, um colono entrou com máquinas, revolveu o solo e destruiu bens dos moradores.

Entre Silwad e Yabrud, colonos soltaram animais em áreas agrícolas para danificar o cultivo e atingir a renda das famílias. Também houve invasões em Burqa e ataques a casas em Yasuf, a leste de Salfit. Uma mulher palestina foi agredida em Masafer Yatta, ao sul de Hebrom.

Em agosto, 164 palestinos foram feridos ou diretamente atingidos pelas agressões, entre eles vinte crianças e 17 mulheres. A destruição alcançou 21.508 árvores. Desse total, 19.375 eram oliveiras, fonte de alimento e renda que permite a permanência das famílias no campo.

A destruição das oliveiras faz parte da política de expulsão dos palestinos. Ao arrasar a produção, bloquear estradas e tornar a vida cotidiana insuportável, os colonos procuram obrigar as famílias a abandonar suas terras. Depois, os assentamentos ilegais avançam sobre as áreas esvaziadas.

O aumento de 63% desmente a versão de que os ataques seriam obra de indivíduos isolados. Os assentamentos recebem proteção militar, estradas, armas e apoio político do Estado sionista. Quando palestinos tentam defender suas casas, são presos ou mortos pelos soldados que escoltam os agressores.

O analista Hani Al-Dali, da Al Mayadeen, afirmou que a Cisjordânia está à beira de uma explosão geral e pode provocar uma nova revolta contra a ocupação. Quase cinco mil ataques em oito meses, somados às invasões militares e à destruição sistemática das colheitas, empurram o povo palestino para a resistência.

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