As Forças Armadas do Iêmen intensificaram nesta quinta-feira (27) sua ofensiva militar contra alvos de “Israel” e dos Estados Unidos, realizando ataques que incluem o aeroporto Ben Gurion e embarcações militares americanas na região do Mar Vermelho. A informação foi confirmada pelo porta-voz do Exército iemenita, brigadeiro-general Iahia Saree, em comunicado oficial emitido na capital Saná.
Ataques ao aeroporto Ben Gurion e operações no Mar Vermelho
Segundo o porta-voz, as forças iemenitas lançaram um míssil balístico Zulfiqar contra o aeroporto Ben Gurion, localizado na área ocupada de Yafa, atingindo o alvo com sucesso. O ataque ocorreu em meio a uma escalada de violência e em solidariedade ao povo palestino, que enfrenta uma brutal ofensiva genocida promovida pela entidade sionista na Faixa de Gaza.
Além disso, um míssil balístico hipersônico do tipo Palestina 2 foi lançado contra um alvo militar ao sul da região ocupada, alcançando igualmente seu objetivo. O Iêmen reafirma seu compromisso de manter a resistência contra a agressão sionista até que o bloqueio imposto a Gaza seja totalmente levantado.
Em outra frente, as forças iemenitas realizaram uma operação conjunta no Mar Vermelho, direcionando seu poderio bélico contra navios de guerra dos Estados Unidos e aliados. O principal alvo foi o porta-aviões USS Harry S. Truman, atingido por uma combinação de mísseis balísticos, mísseis de cruzeiro e drones. De acordo com Saree, a operação conseguiu frustrar as tentativas das forças inimigas de expandir sua presença no sul do Mar Vermelho, repelindo as agressões com sucesso.
O comunicado oficial também reafirma o compromisso das Forças Armadas do Iêmen em continuar bloqueando a navegação “israelense” tanto no Mar Vermelho quanto no Mar Arábico, além de garantir apoio contínuo à resistência palestina em Gaza.
Declaração do porta-voz das Forças Armadas do Iêmen
O brigadeiro-general Iahia Saree divulgou uma declaração em nome das Forças Armadas iemenitas, destacando o caráter defensivo das operações e reforçando o compromisso do país com a luta contra a agressão imperialista. A declaração afirma:
“Em nome de Alá, o Mais Gracioso, o Mais Misericordioso.
O Todo-Poderoso disse:
‘Certamente Alá ajudará aqueles que O ajudam. Em verdade, Alá é Todo-Poderoso e Todo-Forte.’
Esta é a verdade de Alá, o Altíssimo, o Todo-Poderoso.
Em apoio ao povo palestino oprimido e em respaldo à sua valente resistência, a força de mísseis alvejou o Aeroporto ‘Ben Gurion’ na área ocupada de Yafa com um míssil balístico do tipo Zulfiqar e um alvo militar ao sul da mesma área com um míssil balístico hipersônico do tipo Palestina 2. A operação alcançou com sucesso seu objetivo, pela graça de Alá.
Em resposta à contínua agressão americana contra nosso país, a força de mísseis, a força aérea de drones e as forças navais realizaram uma operação militar conjunta contra navios de guerra hostis no Mar Vermelho, especialmente o porta-aviões americano ‘Truman’, utilizando vários mísseis balísticos e de cruzeiro, bem como drones.
Como resultado das operações defensivas e confrontos nos últimos dias, todas as tentativas do inimigo de avançar com seus navios de guerra em direção ao sul do Mar Vermelho foram frustradas, e todas as tentativas de expandir sua agressão contra nosso país por meio de bombardeios aéreos e ataques marítimos foram repelidas.
As Forças Armadas do Iêmen afirmam que a agressão americana só aumentará a firmeza e a resistência dos iemenitas, e que os confrontos dos últimos dias são apenas o começo de uma expansão gradual das operações defensivas nos próximos dias. O inimigo testemunhará mais da força do povo iemenita, firme em sua vontade, determinação e fé.
Continuamos impedindo a navegação ‘israelense’ no Mar Vermelho e no Mar Arábico, e continuamos apoiando e respaldando nossos irmãos em Gaza até que a agressão contra eles cesse e o cerco seja levantado.
Alá é suficiente para nós, e Ele é o melhor dos protetores. O melhor defensor e o melhor ajudante.
Viva o Iêmen — livre, orgulhoso e independente.
Vitória para o Iêmen e para todos os povos livres da nação.”
Terrorismo dos EUA contra o Iêmen
Em resposta às operações iemenitas, os Estados Unidos lançaram uma nova onda de ataques aéreos contra a capital Sanaa e regiões próximas. Pelo menos 15 bombardeios foram realizados na noite de quarta-feira (26), atingindo os arredores ao sul e nordeste da capital, especialmente nas áreas de Jirban, no distrito de Sanhan, e nas localidades de al-Khadam e Jabal al-Jamima, no distrito de Bani Hushaysh.
O ataque norte-americano também teve como alvo a Base Aérea de al-Dailami e o Hospital de Oncologia na província de Saada, ferindo civis. A ofensiva foi denunciada pela agência SABA como um “crime de guerra”, dada a destruição de infraestrutura civil e instalações de saúde. Na madrugada de sexta-feira (28), os ataques continuaram com mais quatro bombardeios na região de Sanhan.
O líder do Ansar Alá, Saied Abdul-Malik Badr Al-Din Al-Houthi, destacou a brutalidade dos ataques americanos e denunciou o papel cúmplice dos países árabes que permanecem passivos diante da agressão sionista e imperialista.
Declaração do líder do Ansar Alá
Durante seu discurso na plataforma Al-Quds, Saied Abdul-Malik Al-Houthi afirmou que a luta contra o imperialismo e o sionismo é um dever religioso e moral dos povos árabes e muçulmanos. Al-Houthi destacou a necessidade de resistência ativa contra a ocupação e denunciou as agressões imperialistas dos EUA e de “Israel” contra o povo palestino e contra o Iêmen. Ele enfatizou que a aliança entre os dois países visa a destruição da causa palestina e a submissão dos povos árabes:
“O inimigo ‘israelense’, em parceria com os Estados Unidos, busca liquidar a causa palestina através do genocídio, destruição e fome, enquanto os ataques à Cisjordânia ocupada expõem a verdadeira face do agressor. É necessário que os países árabes adotem uma postura corajosa e histórica para impedir a expulsão do povo palestino e rejeitar a normalização com o inimigo sionista.
A maior jihad no caminho de Deus é contra a tirania de ‘Israel’ e dos Estados Unidos, que chegaram ao ápice da opressão, do crime e da arrogância. Se nossa Ummah (nação) não se levantar para apoiar o povo palestino em sua clara e reconhecida opressão, então com quem estará ao lado?
Reafirmamos nosso compromisso com a resistência palestina e com a defesa da dignidade e liberdade dos povos oprimidos, confiando na vitória e na proteção divina.”





