Na quarta-feira (26), a polícia romena prendeu Călin Georgescu, o favorito da eleição presidencial anulada em 2024, e realizou dezenas de buscas contra seus apoiadores e pessoas ligadas à sua campanha.
Opositor da OTAN e da União Europeia, Georgescu se destacou em novembro do ano passado ao obter inesperadamente 23% dos votos no primeiro turno da eleição presidencial na Romênia. No entanto, a Corte Constitucional anulou os resultados pouco antes do segundo turno, citando documentos que apontavam “irregularidades” em sua campanha.
A equipe de comunicação de Georgescu afirmou que ele foi preso justamente quando estava prestes a registrar sua nova candidatura à presidência.
“O sistema o parou no trânsito e ele foi levado para interrogatório na Procuradoria-Geral! Onde está a democracia, onde estão os parceiros que devem defendê-la?“, escreveu sua equipe.
Logo antes de ser preso, Georgescu condenou as buscas contra seus apoiadores: “o sistema comunista-bolchevique continua seus abusos odiosos“, escreveu ele, acusando as autoridades romenas de tentar “inventar provas para justificar o roubo das eleições e fazer de tudo para barrar minha nova candidatura à presidência“.
A crítica aos bolcheviques é comum na Romênia, pois o país fez parte do bloco soviético na Europa Orienteal por décadas. No entanto, os antigos comunistas não têm relação nenhuma com a perseguição ao candidato. É o bloco ligado à OTAN, ou seja, os principais opositores da URSS e da Rússia, que estão orquestrando o golpe.




