Recentemente foi noticiado no jornal israelense Haaretz que as forças israelenses de ocupação estão enfrentando uma grave crise de material humano.
Conforme informado por Yaniv Kubovich, correspondente militar do jornal citado, as forças de ocupação estão tendo dificuldade de mobilizar reservistas, apesar de precisarem de dezenas de milhares. Segundo informações, nas últimas duas semanas inúmeros reservistas informaram aos seus respectivos comandantes que se recusarão a se apresentar para o serviço caso sejam chamados para lutar novamente.
Apesar de o Haaretz apontar que isto se dá em razão das ações recentes do governo Benjamin Netaniahu, tais como a demissão do chefe do Shin Bet (agência interna de espionagem), remoção do procurador-geral, mudanças no Comitê de Seleção Judicial e não acatamento de decisões da Suprema Corte, deve-se destacar que o principal fator é número de baixas que o Hamas e demais organizações da Resistência Palestina infligiu nas fileiras sionistas: aproximadamente 6.000 mortos e 20.000 feridos.
O correspondente militar do jornal sionista também informou que oficiais militares acreditam que o problema de mobilização é muito mais disseminado do que o público percebe, especificando que, em discussões recentes da liderança militar, haveria um declínio de 50% no alistamento para o serviço de reserva.
É igualmente fonte de preocupação para as forças de ocupação a chamada “recusa cinza”, casos em que os reservistas recusam o serviço militar sob o pretexto de razões de saúde, econômicas ou familiares quando os reais motivos são objeções éticas ou políticas (ou medo da resistência, acrescente-se).
O Haaretz informa, citando oficial militar de alta patente, que “muitos pais estão pressionando seus filhos a se transferirem para posições não combatentes, como trabalho de escritório“. Citando a avaliação das forças israelenses de ocupação, o Haaretz informa “que, nos próximos dias e semanas, conforme a luta em Gaza se intensifica e uma convocação generalizada de reservistas se torna necessária, os comandantes das unidades receberão cartas anunciando o não comparecimento ao serviço, e neste momento, o exército israelense não tem uma solução”.





