Europa

Cínicos e apoiadores do nazismo

Chefes imperialistas e seus capachos se reúnem para celebrar derrota do regime que apoiaram e apoiam nos dias atuais

Estamos há poucos meses da celebração, em 8 de maio próximo, dos 80 anos da derrota definitiva, em 1945, de uma das maiores máquinas de guerra que o imperialismo europeu já havia construído: a Alemanha nazista. Algo que foi conquistado pela ação do Exército Vermelho, que tomou Berlim após derrotar quase quatro anos de invasão nazista da União Soviética.

O Exército Vermelho não venceu sozinho. Milhões de operários e camponeses lutaram contra a Alemanha nazista fazendo todo tipo de operação de sabotagem e guerrilha. Os partisanos se levantaram em toda a Europa, sendo tão responsáveis pela vitória quanto o Exército Vermelho. Uma gigantesca vitória da classe operária e da sua mais importante revolução até os dias atuais.

Falsos vencedores

Como acontece com todos os fatos importantes da história, a burguesia se esforça para distorcer a realidade e apresentar uma versão mentirosa que favoreça seus interesses.

É o caso do mito de que foram os Estados Unidos que venceram a guerra, quando, na realidade, o exército norte-americano só lutou na Europa a partir de junho de 1944, quando a vitória dos soviéticos estava próxima.

Tentam impor a versão de que a “democracia”, os regimes capitalistas que haviam impulsionado Hitler e o nazismo, é que o teriam derrotado. Quando apenas a classe operária mostrou-se capaz de vencer o fascismo, em todos os tempos.

Falsos herdeiros

Procurando se apresentar como herdeiros dessa vitória, os sucessores de alguns dos regimes que mais impulsionaram o nazismo no passado e continuam a apoiá-lo no presente se reuniram, no último dia 27, no local do campo de concentração de Auschwitz, na Polônia, para celebrar o 80º aniversário de sua libertação das mãos das forças nazistas alemãs, também pelo Exército Soviético.

Estavam presentes na cerimônia, cinicamente, chefes de governo que estiveram à frente, juntamente com os EUA, do apoio e impulsionamento da guerra genocida e de supremacia racial (nazista, diga-se de passagem) levada adiante por “Israel” que levou ao extermínio de mais de 50 mil palestinos. Dentre eles, o chanceler alemão Olaf Scholz, o rei Charles III, do Reino Unido, o presidente francês, Emmanuel Macron, e o presidente polonês, Andrzej Duda.

Esses chefes de países membros da OTAN, comandada pelos EUA, também apoiam a guerra por procuração que a Ucrânia – com seu exército repleto de batalhões nazistas – leva adiante contra a Rússia, a serviço dos grandes monopólios imperialistas. Neste “batalhão de cínicos”, também estava o presidente ilegítimo ucraniano Vladimir Zelenski.

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