Nesta semana, o jornal turco Aydinlik denunciou o complô dos Estados Unidos contra autoridades turcas, sobretudo contra o presidente do País, Recep Tayyip Erdogan.
Recep Erdogan, que governa a Turquia desde 2014, vem apoiando o Hamas na luta de libertação da Palestina contra os genocidas sionistas. Já informou, inclusive, que está tratando, nos hospitais turcos, mais de mil soldados do Hamas, um apoio significativo na luta contra a barbárie sionista. “Se você chamar o Hamas de ‘organização terrorista’, isso nos entristecerá”, disse Erdogan em coletiva de imprensa em Ancara(capital da Turquia).
Ciente do complô imperialista, Erdogan, de forma emergencial, realizou uma reunião com seus chefes dos ministérios da Inteligência e da Justiça para se precaver de futuros golpes de Estado. Seu Ministro do Interior, Ali Yerlikaya, disse que iria identificar os responsáveis pelo complô contra o povo turco.
“Se houver uma estrutura dentro de qualquer instituição que vise o nosso presidente, o nosso governo e os nossos políticos, iremos até ao fim, identificaremos essas estruturas e levaremos-nas à justiça”, disse Yerlikaya no X(antigo Twitter).
Autoridades turcas demitiram e prenderam, por prevenção, alguns policiais da Diretoria de Segurança de Ancara, os quais estariam ligados a uma organização criminosa.
Segundo a matéria do Jornal Aydinlik,
“Serdar Sertcelik, que está sendo julgado por supostamente ser o ‘número dois’ da organização criminosa [Bora Kaplan], disse recentemente que é uma testemunha secreta no caso. Sertcelik afirmou que a polícia o forçou a dar os nomes de alguns líderes do partido governista [turco AKP]”.
Serdar Sertcelik obteve das autoridades turcas o status de testemunha secreta, mas fugiu do país recentemente.
Depois dessa declaração de Sertcelik, com consequente detenção dos policiais, as autoridades turcas descobriram que de fato estavam sendo vítimas de um complô liderado pelos Estados Unidos.
O que está em jogo com essa armação imperialista contra a Turquia, além de tentar derrubar seu presidente, é mais uma investida estratégica contra a Rússia e a China na região, dois países cada vez mais próximos para se proteger contra as centenas de ataques e sabotagens imperialistas nesse momento decadente do capitalismo atual.
O jornal turco reitera sua denúncia:
“Com a participação de alguns funcionários de alto escalão da Diretoria de Segurança de Ancara, membros da FETO [organização proibida na Turquia, acusada pelas autoridades do país de tentar um golpe de Estado em 2016], estão trabalhando horas extras preparando um complô contra políticos”.
Diante dessa situação, a Turquia se protege, age corretamente contra os sabotadores que estão no governo corroendo as estruturas do país e dificulta ainda mais os ataques imperialistas dos Estados Unidos.




