Na quarta-feira (16), o primeiro-ministro do Senegal, Ousmane Sonko, denunciou a presença militar francesa em seu país e levantou a possibilidade de expulsar as tropas como fizeram outros países da região como o Níger e o Máli.
Ele afirmou: “mais de 60 anos após a nossa independência, devemos questionar as razões pelas quais o exército francês, por exemplo, ainda se beneficia de várias bases militares em nosso país e o impacto dessa presença em nossa soberania nacional e nossa autonomia estratégica”. A declaração foi feita em uma conferência conjunta com líder francês de esquerda Jean-Luc Mélenchon na capital Dacar.
“Reitero aqui o desejo do Senegal de ter seu próprio controle, o que é incompatível com a presença duradoura de bases militares estrangeiras no Senegal. Muitos países prometeram acordos de defesa, mas isso não justifica o fato de que um terço da região de Dacar está agora ocupada por guarnições estrangeiras.
O primeiro-ministro nacionalista assim se alinha mais aos governos militares nacionalistas do Níger, Burquina Fasso e Máli na luta contra o imperialismo francês e norte-americano.




