Na quarta-feira (15), Joab Galant, ministro da Defesa de “Israel”, pediu a Benjamin Netaniahu, primeiro-ministro do “país”, que anunciasse que não haverá controle militar ou civil israelense na Faixa de Gaza.
Para Galant, existe uma “tendência perigosa” para isso, algo que não seria nem economicamente, nem militarmente viável para “Israel”.
“Não concordarei com o estabelecimento de um governo militar israelense em Gaza. Nem é possível para Israel estabelecer um governo civil em Gaza. Apelo ao primeiro-ministro Benjamin Netaniahu para que tome uma decisão e declare que Israel não estabelecerá um governo civil na Faixa de Gaza e não criará um governo militar na Faixa de Gaza”, disse o ministro em coletiva.
Itamar Ben Gvir, ministro da Segurança Nacional, pediu a demissão do ministro da Defesa. Gvir, que representa uma ala ainda mais fascista dentro do governo sionista, ainda afirmou que Galant é o culpado por não prever a operação Dilúvio de Al-Aqsa, em 7 de outubro de 2023.
Sobre o Hamas, Galant também disse que o governo sionista precisa decidir “imediatamente” sobre uma alternativa no que diz respeito à gestão da Faixa de Gaza depois da guerra.
Todas as declarações, entretanto, escondem a realidade: na medida em que “Israel” não atingiu nenhuma vitória militar significativa desde 7 de outubro, governar a Faixa de Gaza não é nem mesmo uma opção.





