Oriente Médio

Iêmen: ataques a navios dos EUA não se limitam ao Mediterrâneo

Porta-voz das forças armadas do Iêmen anunciou uma nova fase de escalada do conflito contra a ocupação israelenses por terra e pelo mar

Na última quinta-feira (16), Abdul-Malik Badreddine al-Houthi, líder do Ansar Alá, partido que governa o Iêmen, disse à emissora libanesa Al Mayadeen que o genocídio cometido pela ocupação israelense contra o povo da Faixa de Gaza é “a maior campanha de limpeza étnica” do século XX e uma “mancha vergonhosa” no Reino Unido e nos Estados Unidos. Segundo ele, o Iêmen continuará apoiando a causa palestina e suas operações militares se expandirão ainda mais.

Para Abdul-Malik, os Estados Unidos têm desempenhado um papel central no apoio e envio de armas e bombas para os israelenses matarem civis na Faixa de Gaza. “Os Estados Unidos estão desempenhando o papel mais importante na agressão à Faixa de Gaza, ao enviar bombas feitas especificamente para arrasar cidades e matar civis. Os Estados Unidos, sublinhou, planejaram o ataque da ocupação israelense à passagem de Rafá e à própria cidade de Rafá, ao mesmo tempo que impediram a entrada de ajuda em Gaza com o objetivo de matar de fome o povo palestino”, disse o líder iemenita.

Abdul- Malik acrescentou que a ocupação da passagem de Rafá “não trará quaisquer conquistas militares para a ocupação” porque é uma área civil e não uma frente militar para a resistência, salientando que a resistência continua enfrentando a ocupação mesmo no norte da Faixa de Gaza. Para ele, o imperialismo estaria tentando passar a informação para os árabes de que o Irã estaria por trás da causa palestina. Sobre o tema, Abdul-Malik afirma: “na realidade, os árabes têm estado na vanguarda da causa porque é a sua causa, e o papel islâmico desempenhado pelo Irã é auxiliar“. 

O líder do Ansar Alá falou sobre a expulsão repetida de milhares de famílias palestinas em condições duras e perigosas, explicando que as forças de ocupação estão monitorando e visando os palestinos que estão sendo expulsos de Rafá. Ele observou que a escalada contínua da ocupação contra Rafá duplica as suas perdas e contribui para a escalada das frentes de apoio no Líbano, no Iêmen e no Iraque.

Sobre os bombardeios atuais em Rafá, Abdul Malik diz que é uma “continuação do que foi cometido contra o povo palestiniano desde a Nakba“, destacando que a firmeza dos combatentes da Resistência em Gaza é “maior do que qualquer fase da história do povo palestino”. De acordo com a Al Mayadeen, as operações levadas a cabo pelas forças armadas iemenitas contra a ocupação israelense aumentaram para 40, enquanto as operações contra navios que viajam através do Mar Vermelho subiram para 100, informação confirmada por al-Houthi. 

No Mar Vermelho e no Golfo de Adém, as operações contra navios norte-americanos totalizaram mais de 100 ataques com mísseis e drones”, declarou o líder iemenita. “Não se limita ao Mar Mediterrâneo e inclui todos os navios que transportam mercadorias para a Palestina ocupada”, salientando que as forças armadas lançaram esta fase no início desta semana através de duas operações no Mar Mediterrâneo.

Segundo a emissora libanesa, o líder iemenita expressou as suas aspirações de que a resistência no Iraque participe na quarta fase, que está sendo desenvolvida, e que a China, a Rússia e vários países compreendam as medidas postas em prática para impedir o transporte de mercadorias para a ocupação israelense, apelando para que eles interrompam seu comércio com “Israel”. Deixando claro também que as forças iemenitas estavam tentando aumentar ainda mais o seu alcance e atacar para além do Mar Mediterrâneo em apoio à Palestina.

Já o porta-voz das forças armadas do Iêmen, Yahya Saree, anunciou, no início de maio, uma nova etapa na escalada que envolve o ataque a navios que se dirigem para portos israelenses vindos do Mar Mediterrâneo. “Anunciamos a implementação da quarta fase da escalada, visando os navios que se deslocam em direção aos portos palestinos ocupados”, disse Saree.

Saree também delineou medidas que entraram em vigor logo após seu pronunciamento contra o Estado fictício de “Israel” e seus apoiadores. Primeiro, seria sancionar navios relacionados ao abastecimento de portos palestinos ocupados se “Israel” invadir Rafá. Segundo, o ataque a todos os navios que violem a decisão de proibição da navegação israelense e que se dirijam aos portos da Palestina ocupada a partir do Mar Mediterrâneo, em qualquer área acessível, dentro do alcance de suas forças militares.

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