Na segunda-feira (20), a primeira-ministra da Estônia, Kaja Kallas, afirmou que já há tropas da OTAN em território da Ucrânia. Ela afirmou que isso não levará a um confronto direto com a Rússia porque o pessoal está fazendo isso “por sua própria conta e risco”.
A porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da Rússia, Maria Zakharova, respondeu: “algumas nações já estão trazendo seus instrutores de volta. Mas ficam caladas sobre isso. Espero que a corajosa Kaja dê os detalhes”.
Kallas afirmou: “eu simplesmente não consigo imaginar que se alguém se machucar lá, então aqueles que enviaram suas pessoas dirão ‘É o Artigo 5. Vamos… bombardear a Rússia’. Não é assim que funciona. Não é automático”.
“Se você envia suas pessoas para ajudar os ucranianos… você sabe que o país está em guerra e vai para uma zona de risco. Então você assume o risco”, acrescentou.
A OTAN vem treinando alguns soldados ucranianos no território de Estados membros, incluindo o Reino Unido, Alemanha e Polônia, ensinando-os a usar armas. Fazer a mesma coisa em solo ucraniano seria mais rápido e simples do ponto de vista logístico. No entanto, coloca em altíssimo risco o confronto direto entre os russos e exércitos da OTAN.



