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Quer saber tudo sobre o Gabão? Leia a entrevista do DCO!

Você não pode deixar de ler o artigo exclusivo deste Diário sobre não só o que está acontecendo agora no Gabão, como também sobre sua história

No último final de semana, o Diário Causa Operária publicou uma entrevista com Daniel Mengara. Ele é fundador do movimento Bongo Must Go e exilado político que, atualmente, reside nos Estados Unidos. Desde a década de 90, milita contra o governo do agora deposto Ali Bongo, cuja família ficou no poder por mais de cinco décadas.

Gravada em inglês e traduzida para o português, a entrevista em questão é uma exclusividade deste Diário, trazendo à tona informações que você não encontra em lugar nenhum sobre o Gabão. Tanto é que, em toda a imprensa brasileira, esta é a entrevista mais longa sobre o assunto, publicada, inicialmente, no especial de dez dias do golpe militar gabonês no DCO. Você confere o especial completo pelo link abaixo:

Não é possível falar resumidamente sobre tudo que foi abordado na entrevista com Mengara, a qual o leitor pode – e deve – ler na íntegra por meio do link disponível no final deste artigo. Todavia, cabe mencionarmos alguns destaques que, com toda certeza, lhe deixarão com um gostinho de “quero mais”.

Após se apresentar e contar um pouco sobre a sua trajetória política e pessoal, Daniel Mengara comprovou por que o golpe no Gabão representa, de fato, a sua segunda independência:

“[…] a maioria dessas nações [africanas] não obteve independências genuínas. A maioria das potências coloniais basicamente escolhia quem assumiria o poder naquele momento. Portanto, essas foram independências preestabelecidas, mas que mantiveram a maioria dos países africanos sob o controle de suas antigas potências coloniais”, disse Mengara.

Com isso, o militante gabonês contou a história de como se deu a independência do país centro-africano, passando por relatos interessantes como o primeiro golpe contra a dominação francesa que aconteceu no país, em 1964: “[…] Em 1964, devido ao descontentamento popular, houve uma primeira tentativa de golpe militar apenas quatro anos após a independência no Gabão. E sabe o que aconteceu?” Deixamos o suspense no ar…

Adiante, comparando o golpe do Gabão com golpes recentes em outros países africanos, Mengara confirmou o caráter progressista da mobilização gabonesa, ressaltando o sentimento anti-imperialista entre o povo:

“E assim, vimos em países como Burquina Fasso, Guiné e, especialmente, Mali, especialmente, esse sentimento anti-francês, esse sentimento anti-imperialista, esse sentimento anti-françafrique. Isso levou as pessoas a se manifestarem – e há vídeos até mesmo de pessoas se manifestando com bandeiras russas. Antes [no passado], eram bandeiras americanas, agora são basicamente bandeiras russas.

Isso deve dizer algo sobre o descontentamento popular e a forma como os africanos nesses países se sentem, porque eles meio que ligam a presença da França, o controle da França, ao estado de pobreza em que vivem. Eles sentem que o sistema francês, pelo menos o intervencionismo francês, não favoreceu um verdadeiro surgimento de sistemas democráticos. E, você sabe, quando você tem democracia, há o potencial de uma melhor gestão do país porque a vontade do povo tende a estar envolvida. Mas quando você tem um presidente que foi imposto a você, é diferente porque esse presidente depende das pessoas que o colocaram lá para sua sobrevivência no poder. E, assim, o que você obtém é essa ideia de que o pano de fundo desses protestos é meio que anti-francês”, afirmou.

Em outro momento da entrevista, após falar sobre as principais características de seu país, Mengara fez uma retrospectiva mais do que completa da história das eleições no Gabão, finalizando seu relato com a afirmação impactante de que “Não há uma única eleição no Gabão que se possa dizer que foi democrática, que foi organizada de acordo com princípios básicos de Justiça. Não, sempre foram eleições roubadas”.

Enfim, foram dezenas de assuntos diferentes abordados na entrevista deste Diário com Mengara que, felizmente, nos concedeu algumas horas de seu tempo. Não deixe de ficar por dentro de tudo que está acontecendo e que já aconteceu no Gabão. Torne-se um expert na história do país lendo o artigo exclusivo por meio do link abaixo:

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