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Estoque de armamentos em crise

O sonho de dominação da OTAN indo por água abaixo

EUA estão empurrando não só a Ucrânia, mas toda a OTAN para um cenário de desestabilização econômica


Desintegracao da OTAN

A intervenção militar russa na Ucrânia completou um ano em 24 de fevereiro deste ano e tem demonstrado que apesar das milhares de sanções perpetradas pelos Estados Unidos e pela OTAN, apesar do envio sistemático de recursos financeiros e de armamentos, apesar de toda a campanha de endemonização do governo russo por meio dos conglomerados de imprensa, a Rússia tem conseguido levar adiante sua empreitada pela desmilitarização e desnasificação na Ucrânia.

O sonho dourado de dominação da OTAN indo por água abaixo

O Diário Octubre lançou, no dia 5 de março, uma análise detalhada e consistente sobre a frente de batalha na Ucrânia e, entre outros pontos, deixou claro o enfraquecimento do imperialismo diante do conflito.

Em primeiro lugar, a matéria intitulada Um ano depois da guerra na Ucrânia: um equilíbrio geopolítico, aponta que a ideia de que o imperialismo segue soberano ditando os rumos da geopolítica internacional vem caindo gradativamente por terra. O que, apesar das tentativas de afirmar o contrário, pode ser verificado na prática, já que o imperialismo vem sofrendo duros golpes, sobretudo, depois da metade do século passado como nos casos do Vietnã e do Afeganistão, apenas para citar alguns.

Para tanto apresenta informações como a questão de produção e distribuição de armamentos. De acordo com a matéria, ao mencionar dados publicados pelo jornal britânico, Sky News, “O exército russo disparou uma média de 20.000 projéteis de artilharia por dia, em comparação com os 5, 6.000 que o exército ucraniano dispara diariamente. O jornal britânico considera que “desde as grandes batalhas da Segunda Guerra Mundial, a artilharia não foi usada com tanta ferocidade e intensidade como agora na Ucrânia”. O que nos mostra que apesar da tentativa dos EUA de aniquilar as forças militares russas após o término na União Soviética, a Rússia prova que ao longo dos anos conseguiu se reerguer e se estruturar belicamente.

Para reforçar a questão, ao mencionar a escassez de armamentos enfrentada pela OTAN, o Octubre esclarece que se os EUA, por exemplo, engendrassem um confronto direto com a Rússia “Ficariam sem todos os mísseis guiados de precisão em pouco tempo. Em que eles confiariam depois disso? Artilharia?” E também, de acordo com Jens Stoltenberg,  secretário-geral da OTAN, “A taxa atual de gastos da Ucrânia com munição é muitas vezes maior do que nossa taxa atual de produção”, o que “coloca nossas indústrias de defesa sob pressão” e, finalizando, declara que “As fábricas da Europa mal conseguem produzir projéteis suficientes para atender às necessidades da Ucrânia por uma semana”.

Inclusive, em reuniões recentes com o Pentágono, como publicou o jornal O Político, “Autoridades dos EUA disseram aos representantes de Kiev que não há nenhum sistema de mísseis táticos do Exército de sobra, de acordo com quatro pessoas com conhecimento das negociações. A transferência do ATACMS para o campo de batalha na Europa Oriental diminuiria os estoques americanos e prejudicaria a prontidão militar dos EUA para uma luta futura”.  O que prova que uma guerra de desgaste não é o que de fato almeja o imperialismo nesse momento, já que um ano de guerra foi o suficiente para secar as reservas de armamentos da OTAN e que o estoque de armamentos dos EUA se encontra em “crise” como bem declarou Estudos Estratégicos e Internacionais (CSIS) de Washington, DC.

Por outro lado, se os EUA e a OTAN, têm enfrentado sérias dificuldades no que diz respeito ao fornecimento de armamentos para seguir impulsionando a Ucrânia, o que tem levado o país cada vez mais próximo ao seu desmantelamento, a Rússia, por sua vez, segue investindo na melhoria de seu exército. No dia 22 de fevereiro, em ocasião da comemoração do dia do Defensor da Pátria, Vladmir Putin declarou que “As tropas receberão equipamentos de ponta com a indústria aumentando rapidamente a produção de toda a gama de armamentos” e que “Continuaremos fornecer às nossas tropas o equipamento mais avançado.” Equipamento no sentido de comunicação, drones e sistemas de artilharia, sem contar que a capacidade de defesa russa seria também fortalecida tendo como ponto de partida a experiência de combate adquirida.

Como se sabe, os EUA estão empurrando não só a Ucrânia, mas toda a OTAN para um cenário de desestabilização econômica, já que o corte do fornecimento de energia barata até então vinda da Rússia, comprometeria, de fato, vem comprometendo, o sistema econômico de todo o bloco, o que se reflete claramente no âmbito das escassez de recursos e nas mobilizações internacionais crescentes pelo fim da guerra. Naturalmente, o que importa, por fim, para o imperialismo estadunidense, é levar a cabo a derrota completa e a desmoralização da Rússia por todos os meios necessários, nem que pra isso tenha que engendrar uma crise em toda a Europa. E, como os dados apontam, essa crise já pode ser percebida.

Pelo fim do conflito: uma proposta de paz

Os pontos abordados acima produzidos a partir de uma análise consistente da frente de batalha Rússia-Ucrânia servem para derrubar a história que a imprensa e os governos imperialistas vêm tecendo sobre a operação russa. De fato, esta operação, que já dura um ano, de desmilitarização e desnazificação da Ucrânia, não só serviu para mostrar ao mundo a decadência da dominação da OTAN e do imperialismo como um todo, mas também serviu para desencadear mobilizações pelo fim do conflito em vários países do mundo e, ainda, para por às claras os prejuízos aos quais a OTAN, serviçal dos EUA, está levando toda a sua população trabalhadora e contribuindo, ao mesmo tempo, para o sofrimento da população ucraniana.

Como dito, essas mobilizações pelo fim da guerra vem crescendo gradativamente. Temos, por exemplo, o caso da China, que, na Conferência Munique, Alemanha, no dia 18 de janeiro, se pronunciou a respeito da criação de uma comissão internacional para o estabelecimento de um diálogo, pelo estabelecimento de um acordo par apor fim a guerra na Ucrânia.

Para citar outro exemplo tão importante quanto o primeiro, temos o posicionamento mais do que acertado do governo brasileiro ao se recusar a enviar uma munição sequer para favorecer o exército ucraniano, mesmo após o pedido-ordem do governo dos EUA. Importante também ressaltar que o Brasil não fez como outras instituições ou países, que se posicionaram contra a Rússia. Naturalmente, há aqui uma questão prática do governo brasileiro, mas, o que importa concretamente, é que este governo não cedeu aos ditames do imperialismo e, mais do que isso, demonstrou seu apoio em também estar disposto a contribuir para a elaboração de uma comissão pela paz. Tais posicionamentos, tanto da China, quanto do Brasil, demonstram que estamos na iminência de um novo mundo, no qual a OTAN e o imperialismo de conjunto, se veem cada vez mais enfraquecidos aos olhos dos países explorados do mundo. Esperamos que a ação russa possa acirrar ainda mais a luta pela derrubada da OTAN ao redor do mundo e que a classe trabalhadora se sinta mais e mais impelida a realizar este processo.

 

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