No dia 15 de dezembro, a União Europeia anunciou que começaram as negociações para adesão da Ucrânia ao bloco. No entanto, o segundo país mais importante da UE, a França, se pronunciou sem muito otimismo acerca do fato. A ministra da Europa da França, Laurence Boone, afirmou na quarta-feira (20) que a Ucrânia terá que atender aos padrões econômicos e políticos da União Europeia antes de ser autorizada a ingressar no bloco.
Ela compartilhou trechos de seu relatório nas redes sociais na quinta-feira (21), disse aos parlamentares que, para se qualificar para a adesão à UE, os estados candidatos devem melhorar em áreas como liberdade de imprensa, Estado de direito e combate à corrupção. Ela afirmou: “não queremos que esses lugares se tornem fontes de instabilidade nas fronteiras da União Europeia”.
O primeiro-ministro húngaro, Viktor Orbán, estimou em uma entrevista, na quarta-feira (20), que admitir a Ucrânia custaria à UE entre €150 bilhões e €190 bilhões (US$164 bilhões a US$208 bilhões). Isso significaria que “toda a ajuda dada aos países da Europa Central, incluindo a Hungria, seria transferida para a Ucrânia”.
O premiê húngaro abandonou a reunião em Bruxelas na qual foi tomada a decisão de aprovar as negociações de adesão da Ucrânia, declarando que Budapeste não queria ter nada a ver com a decisão.




