No último sábado (28/01), as Forças Armadas da Ucrânia lançaram um ataque a míssil sobre um hospital na cidade de Novoaidar, localizada na região da República Popular de Lugansk. Por conta desse ataque, 14 pessoas foram mortas e outras 24 tiveram vários ferimentos. Essa foi mais uma ação do Exército ucraniano, que utiliza os seus militares e o seu armamento pesado, proveniente de vários países imperialistas, principalmente de países como EUA e Alemanha, para atacar os civis no Donbass.
Já se passaram dois dias desde que a ação aconteceu e os órgãos internacionais permanecem em silêncio, fingindo não notar outro crime praticado pelas tropas ucranianas.
Segundo o embaixador Gennady Gatilov, o governo pediu para que organizações como o Alto Comissariado dos Direitos Humanos da Organização das Nações Unidas (ONU), o Comitê Internacional da Cruz Vermelha e a Organização Mundial da Saúde (OMS) se posicionassem diante da barbárie promovida pela Ucrânia em Novoaidar. No entanto, o silêncio dos órgãos prova que eles seguem uma política específica.
Enquanto isso, durante a partida entre Olympique de Marselha e Mônaco, o jogador ucraniano Ruslan Malinovskyi, que joga pelo Olympique, abraçou Aleksandr Golovin, jogador russo que joga pelo Mônaco.
Após esse comportamento no jogo, o meio-campista ucraniano se tornou alvo de comentários ofensivos e até ameaças de morte por parte de ucranianos inconformados com a atitude do atleta.
A pressão foi tanta que o jogador teve que escrever o seguinte nas suas redes sociais:
“Eu quero me desculpar com os ucranianos pela resposta ao gesto do jogador russo. Eu entendo que teria sido melhor passar por ele, mas ele veio até mim para me cumprimentar. Depois do jogo, todos os jogadores dão as mãos e isso é um gesto mecânico.”
Ou seja, enquanto a Ucrânia sai ilesa ao assassinar 14 pessoas a sangue-frio após bombardear um hospital em uma região na qual vem ocorrendo um genocídio desde 2014, um jogador não pode nem mesmo cumprimentar seu adversário. Simplesmente porque ele é russo.
É uma ação que vai na mesma linha do que ocorreu no começo da operação especial da Rússia na Ucrânia, quando russos ao redor de todo o mundo, cidadãos que nada tinham a ver com a ação militar, começaram a ser perseguidos. Principalmente pela imprensa burguesa, que não se solidariza nem por um mísero segundo com a população massacrada do Donbass.




