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Esquerda “made in USA”

Quinta-coluna: PSOL apoia a OTAN contra a Rússia

Partido já havia defendido o golpe de 2014, dado por nazistas a serviço do imperialismo, como se fosse uma “revolução popular”


Diversos membros do Partido Socialismo e Liberdade (PSOL) se pronunciaram a respeito da operação militar desencadeada na madrugada de hoje (24) pela Rússia nas repúblicas populares de Donetsk e Lugansk, reconhecidas como nações independentes por Vladimir Putin na última segunda-feira.

“Abaixo a agressão russa contra a Ucrânia! Nem Estados Unidos, nem Otan, nem Putin. Pela autodeterminação do povo ucraniano na condução do país!”, escreveu em sua conta no Twitter a ex-deputada e ex-candidata presidencial, Luciana Genro.

Para a psolista, o agressor é a Rússia. EUA ou OTAN não seriam tão agressivos e perigosos como Putin. A frase “Nem Estados Unidos, nem Otan, nem Putin” esconde que não há, neste momento, nenhuma possibilidade de meio-termo. Ou a Ucrânia é liberta pela Rússia da opressão do imperialismo dos EUA e OTAN, ou o imperialismo toma conta da Ucrânia, para depois mirar a Rússia. E não há maior opressão do que a imperialista (veja-se só a situação da África, não há Putin, não há Rússia, a desgraça africana é causada pelo imperialismo).

Mas essa posição de Luciana Genro não é novidade para ninguém. Ela encabeçou o apoio efusivo do PSOL ao golpe de 2014 contra um governo eleito pelos ucranianos que se equilibrava entre a Rússia e a União Europeia. Como o presidente Viktor Yanukovich, portanto, não se vendeu completamente ao imperialismo, este organizou bandos nazistas para o derrubarem naquilo que foi considerado pelo PSOL como uma “revolução popular”.

Esse golpe é a origem e, no fundo, o culpado pelo que ocorre neste momento, com a Rússia tendo de realizar uma invasão defensiva dos territórios reivindicados pela Ucrânia. Após o golpe, o povo do Donbass se insurgiu, ideologicamente apegado ao passado soviético e contrário ao fascismo, e decidiu se separar do restante do país. Isso gerou uma guerra civil, com as tropas de Kiev, apoiadas por milícias e batalhões nazistas, agredindo e bombardeando por oito anos as então autoproclamadas repúblicas populares de Donetsk e Lugansk.

Agora, para Luciana Genro, a Rússia é o “agressor”. Mas está apenas sendo coerente com sua política de completa colaboração com o imperialismo “democrático”.

Sâmia Bomfim, colega de Genro na corrente Movimento Esquerda Socialista (MES), se posicionou publicamente de forma muito semelhante à ex-deputada.

“Abaixo a [sic] agressão russa contra a Ucrânia! Nessa disputa imperialista, nos solidarizamos com os ucranianos que se veem obrigados a fugir de suas casas. Enquanto capitalistas da indústria bélica lucram, ao povo resta desespero, mortes e miséria”, postou também no Twitter.

Sâmia comprova sua total ignorância ─ assim como a da maioria dos membros do PSOL ─ a respeito de política internacional e também de teoria marxista. A Rússia, nem de longe, é um país imperialista. Vladimir Lênin, líder da revolução russa de 1917, explicou que o imperialismo é um sistema de dominação internacional por parte de monopólios capitalistas dos países de desenvolvimento capitalista pleno. Esses países são os EUA, o Japão, e as nações da Europa Ocidental. São eles que controlam a economia mundial, as finanças, a indústria e a política global.

A Rússia é uma potência regional, devido a seu imenso tamanho e à sua tradição colonial com base na conquista territorial (quando do Império Russo). Mas é um país de desenvolvimento capitalista atrasado, que não se compara ao dos EUA e demais potências internacionais. Veja-se que a Rússia jamais promoveu golpes de Estado fora de sua órbita de influência regional restrita (leste europeu e Ásia Central).

Já o presidente do PSOL, Juliano Medeiros, tentou ser mais delicado em seu apoio ao imperialismo. Disse que Joe Biden “também é culpado por essa situação”. Mas isso colocaria os EUA em equivalência de culpa com a Rússia e a Ucrânia, o que é um absurdo. Os EUA são o principal culpado por essa crise, pois deram o golpe de 2014 e controlam a Ucrânia desde então, tendo a armado até os dentes e implantando bases militares da OTAN nas fronteiras com a Rússia.

A Rússia, ao contrário do que dizem os papagaios do PSOL, é a maior vítima. O governo Putin está apenas se defendendo da agressão imperialista, e por isso deve ser defendido em sua ação. Na prática, independentemente do que se pense sobre Putin ou o governo russo, a Rússia, ao realizar essa “invasão” à Ucrânia, está libertando o país do jugo imperialista.


COTV

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