América Latina, sexta-feira (2). Kirchner foi condenada pela justiça argentina que vem preparando uma sentença há meses para impedir uma possível reeleição da vice ao cargo de presidenta nas próximas eleições. O motivo da condenação é o motivo da pauta comandada pelo imperialismo na rodada de golpes que assola a América Latina, corrupção. O judiciário condenou Cristina a seis anos de prisão e a tornou inelegível, mas ainda em primeira instância.
O motivo da condenação foi “gestão fraudulenta” em prejuízo do Estado na concessão de obras em rodovias na província de Santa Cruz (Patagônia) no período de 2003 a 2007. Cristina se declara inocente e acusa a burguesia argentina de perseguição usando o judiciário. Como garante a lei, que foi aprovada como resultado de muita luta da classe trabalhadora, Cristina não pode ser presa por que tem foro privilegiado. Um dispositivo colocado na lei exatamente para casos de perseguição política.
Recentemente, vários levantes populares sem liderança partidária se manifestaram nas ruas argentinas contra a perseguição do judiciário se colocando ao lado da ex-presidente e atual vice. Os processos tiveram o mesmo tom aos do presidente eleito, Lula, quando foi perseguido pela Lava-Jato, que tinha o mesmo objetivo, impedir uma nova candidatura de Lula.
Lula disse no Twitter: “Minha solidariedade à vice-presidente da Argentina, Cristina Kirchner. Vi sua manifestação de que é vítima de lawfare. Sabemos bem aqui no Brasil o quanto essa prática pode causar danos à democracia. Torço por uma justiça imparcial e independente para todos e pelo povo da Argentina”
Maduro declarou no mesmo tom: “Da Venezuela, expressamos nossa firme rejeição à permanente perseguição midiática e política que tem sofrido a vice-presidente. Cedo ou tarde a verdade se imporá e a voz do povo argentino será respeitada”.
Do mesmo modo que na Argentina, o Brasil conta com os mesmos fantoches do monopólio de imprensa burguesa, manipulados pelos Estados Unidos, e o judiciário, com vários elementos cooptados pelas agências de inteligência americanas. Lula e Maduro experimentaram na própria pele esse tipo de perseguição.
Ambos sabem do que o imperialismo é capaz para manipular as eleições na América Latina. É inaceitável a classe trabalhadora dar crédito à imprensa burguesa e aos sistemas judiciários dominados pela burguesia e estabelecidos conforme a corrupção estabelecida pela burguesia em toda a América Latina. A classe trabalhadora tem que ter a sua própria imprensa independente da burguesia e tem que lutar para uma reforma no sistema judiciário.
O Partido da Causa Operária defende uma total modificação em todo o sistema judiciário dos países da América Latina e do mundo. A classe trabalhadora não pode ficar sujeita a elementos comandados pelo imperialismo americano que visa determinar quais os tipos de políticos que ele quer nos governos dos países latinos. O Partido, através de sua imprensa, defende uma total mudança do regime político rumo ao Socialismo, com os trabalhadores na administração de todos os cargos políticos. A única maneira dos povos serem libertos da opressão do regime autoritário do imperialismo é através de governo totalmente comandado pela classe trabalhadora.





