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Mesmo com limitações

Protestos dos aeroviários aponta tendência geral de luta

Para ser vitorioso o movimento precisa ser ampliado. A categoria precisa radicalizar contra os tubarões do setor exploram a categoria e atacam duramente os usuários


Começou ontem (19), provocando atrasos em dezenas de voos e filas nos aeroportos, a paralisação dos pilotos e comissários de avião por aumento de salário. A mobilização é por tempo indeterminado e está sendo feita apenas na parte da manhã, das 6h às 8h.

Trabalhadores durante a paralisação, no aeroporto de Congonhas

Segundo informou o Sindicato Nacional dos Aeronautas (SNA), foram registrados atrasos nos aeroportos de Fortaleza (três voos atrasados), Brasília (três voos atrasados), Rio-Galeão (3 voos decolaram com atraso e um foi suspenso), no Santos Dumont um voo também foi suspenso  e Belo Horizonte (um voo atrasado). Também tiveram as atividades paralisadas, com menos impactos nos voos Congonhas (em São Paulo), Guarulhos (em São Paulo), Rio-Santos Dumont, Viracopos e Porto Alegre.

A categoria, duramente atingida pelos monopólios que controlam o setor, reivindica recomposição das perdas salariais, melhores condições de trabalho, renovação da convenção coletiva de trabalho, definição dos horários de início de folgas e cumprimento dos limites já existentes do tempo em solo entre etapas de voos.

A greve foi aprovada por pilotos e comissários em assembléia no último dia 15 para ser mantida até que as empresas aéreas negociem com os representantes da categoria. Em votação organizada pelo Sindicato, 76,3% dos pilotos, copilotos e comissários de bordo rejeitaram ua proposta apresentada pelo Sindicato Nacional das Empresas Aeroviárias (Snea) após negociação intermediada pelo vice-presidente do Tribunal Superior do Trabalho (TST), ministro Aloysio Corrêa da Veiga.

A proposta previa a renovação da atual convenção coletiva dos aeronautas, reajuste de salários e benefícios pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) mais 0,5% de ganho real (acima da inflação) e a inclusão de uma nova cláusula que autoriza os tripulantes a venderem voluntariamente algumas folgas.

A paralisação parcial expressa uma tendência da direções sindicais de se submeterem à imposição ilegal do Tribunal Superior do Trabalho (TST), de que a greve pode atingir somente 10% dos funcionários das empresas aéreas, segundo decisão monocrática da ministra Maria Cristina Peduzzi, que atendeu quase que totalmente pedido das companhias aéreas e determinou a manutenção de 90% do dos tripulantes seguissem na ativa. Um claro ataque ao direito de greve dos trabalhadores e que só pode ser derrotado por meio do enfrentamento dos trabalhadores com os patrões e o judiciário.

A forma adotada, obviamente cria melhores condições para que a empresa pressione os trabalhadores e busque atuar na sua divisão e na liquidação da mobilização. Uma política defensiva que precisa ser superada pela categoria em suas assembleias para garantir a vitória do movimento.

A mobilização atinge apenas duas empresas, Azul e Gol.

Mesmo com atuais limitações, a serem superadas, a greve expressa uma tendência geral de luta entre os trabalhadores diante da expropriação dos salários diante da inflação, e deve ser apoiada. Para ser vitorioso o movimento precisa ser ampliado. A categoria precisa radicalizar contra os tubarões do setor que faturam fortunas com a super exploração da categoria e todo tipo de ataques aos usuários do serviços aéreos, cada vez mais inacessíveis maioria da população.

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