Um candidato a deputado federal pelo Novo de Goiás acionou o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para tentar impedir a candidatura de Pablo Marçal, do PRTB, à Presidência da República.
A impugnação foi apresentada no domingo (16) e questiona diferentes aspectos do registro da candidatura.
Entre os argumentos está a alegação de que a chapa teria sido registrada depois do prazo estipulado pela Justiça Eleitoral. A ação também levanta questionamentos sobre documentação e filiação partidária.
Marçal conseguiu registrar sua candidatura após obter uma decisão judicial que permitiu seu retorno ao PRTB.
A disputa mostra mais uma vez até que ponto as eleições brasileiras passaram a ser decididas dentro dos tribunais.
Não há nada de progressista na política de Pablo Marçal. Trata-se de um representante da direita. Isso, porém, não torna legítimo impedir sua candidatura por meio de uma disputa judicial promovida por um adversário político.
O Novo deveria enfrentá-lo diante dos eleitores.
Quando um partido procura retirar outro candidato da disputa por meio de liminares e interpretações burocráticas, substitui-se a decisão da população pela decisão de magistrados.
Esse processo não afeta apenas Marçal.
A multiplicação de impugnações, cassações e decisões judiciais amplia o controle do aparelho de Estado sobre quem pode participar das eleições. Os maiores beneficiados são justamente os partidos tradicionais, que dispõem de dinheiro, advogados e influência suficientes para sobreviver a uma eleição cada vez mais judicializada.





