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O único Rei!

Romero Britto está mais próximo de Picasso que Messi de Pelé

Apesar do esforço de comentaristas vendidos, e das canetas aluguel, que tentam sabotar nosso futebol e o Rei Pelé, sua figura continua inalcansável.

O Rei Pelé

A imprensa burguesa não se cansa de lamber as botas do futebol europeu. Texto do Globo Esporte compara Messi com Pelé. Em texto publicado no dia 12 de dezembro, o Globo Esporte (só podia ser da Globo) publicou uma matéria sob o título “O maior de todos? Conquista da Copa fortalece Messi em debate com Pelé e Maradona”. Pelo menos em uma coisa eles acertam e, de fato, só poderia ser assim. Para saber quem é o melhor do mundo é preciso comparar com o Rei do Futebol: Pelé.

O truque da Globo é manjado: inventam uma discussão e essa discussão, que não foi solucionada, passa a servir como verdade para as discussões posteriores. Escreveram que Até então, a discussão se voltava mais a Pelé e Maradona, que conquistaram Copas do Mundo (três para o brasileiro, uma para o argentino) e foram ícones de seus países. Messi agora entra nessa disputa.

Essa discussão, Pelé x Maradona, é mais uma fanfarronada da nossa imprensa, que sempre fez questão de perseguir a Seleção Brasileira. O texto diz que Pelé ganhou três Copas e Maradona ganhou uma, se for para usar esse critério proposto no artigo, Pelé tem que ser considerado três melhor do que Maradona ou Messi. Pelé tem mais Copas do que os dois somados. Em seguida, o jornalista diz que os jogadores se tornaram “ícones” em seus países. Nada disso, Pelé se tornou um “ícone” não só no Brasil, mas Rei no mundo todo.

A dança dos números

Para tentar inflar Lionel Messi, a matéria do Globo Esporte começa a inventar critérios que beiram à comédia, como as assistências: “Os passes para gols, inclusive, colocaram Messi em evidência em outro quesito. O argentino é o único jogador a dar assistências em cinco Copas. Pelé, Grzegorz Lato, Diego Maradona e David Beckham conseguiram em três” (grifo nosso). E o texto deveria se lembrar do fato de Pelé não ter jogado a Copa de 1962, por se machucar; e que foi tirado também da competição em 1966. Pelé teve uma séria contusão após ser caçado impiedosamente em campo pelos jogadores da Bulgária.

Aqueles que gostam de dar risada vão se divertir com o parágrafo seguinte, que é o melhor: Números à parte, Messi já havia provado sua grandiosidade. Somente de prêmios de melhor do mundo da Fifa, são seis troféus – o líder no quesito. É seguido de perto por Cristiano Ronaldo, com cinco. Bem, o prêmio foi criado em 1991, catorze anos depois de Pelé ter deixado os gramados, em 1977. E, se for assim, o que dizer do indivíduo que foi considerado, não o melhor jogador, mas o Atleta do Século? E o pior é que o Prêmio da Fifa só é distribuído para jogadores que estejam atuando na Europa, continente onde o imperialismo mais fatura com a venda de produtos esportivos e usa a imagem dos jogadores em propaganda. Ou seja, se fosse nos dias atuais e Pelé estivesse atuando no Brasil, não seria premiado.

No desespero, o artigo começa a listar os títulos que Messi ganhou no futebol, tais como a Medalha de Ouro Olímpica (2008). O futebol, durante muito tempo, todos sabem, foi restrito a amadores nos jogos olímpicos, isso mostra a fraude que é esse tipo matéria da imprensa burguesa.

O começo

Há uns anos, tentaram comparar Pelé com Maradona. Um craque, como Rivelino, que jogou com Pelé e que se tornou amigo de Maradona, diz que não há termos de comparação, que o Rei está muito à frente. E Rivelino sabe do que está falando, pois foi jogou na Seleção campeã de 1970. Gerson, outro campeão da Copa do México, em 70, chegou a comparar Pelé e Garrincha, mas para dizer que Garrincha era impossível de parar, mesmo sabendo para qual dos lados daria o drible, enquanto Pelé era imprevisível. Muitos jogadores dizem que Pelé pensava na frente.

Messi é muito mais um espanhol do que argentino, e a lambeção pelos europeus, não vem de hoje. Há décadas, já se vinha falando no fim do futebol-arte e que era a vez do futebol-força. Desde que anunciaram o futebol-força como futuro desse esporte, a Europa, com seu poderio econômico, vem tratando de comprar jogadores do mundo todo, especialmente no Brasil. No final da última Champions League, havia praticamente um time inteiro apenas de jogadores brasileiros. Só no Real Madrid jogaram Marcelo, Vini Jr., Casemiro, Rodrygo e Éder Militão. No outro time, Manchester City, o goleiro Ederson, Gabriel Jesus e Fernandinho.

Segundo a ‘imprensa especializada’, o futebol europeu é o melhor do mundo, mas uma olhada nas seleções da França, Bélgica, Inglaterra, Alemanha, Holanda etc, mostra bem a realidade. Se não fossem jogadores africanos, muitos desses países nem passariam da fase eliminatória.

O Rei

Pelé estreou na Seleção Brasileira com dezesseis anos de idade, foi três vezes campeão do mundo, a primeira com apenas dezessete anos, em 1958, e só não foi mais vezes porque adversários violentos e contusões não deixaram.

Não é à toa que ficou conhecido como o Rei do Futebol, Rei Pelé. Esse atleta tinha capacidades que não se vê em jogadores como Messi e Maradona. Pelé chutava muito bem com as duas pernas, bem diferente dos dois canhotos argentinos. Outro diferencial seu é ter feito inúmeros gols de cabeça.

A impulsão de Pelé, que tinha 1,73 m de altura, era extraordinária: 1,80 m; corria 100 metros em onze segundos e saltava 6,5 metros de distância. Isso em uma época em que a preparação física não era tão avançada. Pelé poderia ter facilmente se tornado um dos melhores atletas mundiais no decatlo.

Mas não é só isso, Pelé, junto com outros companheiros da Seleção, tem responsabilidade pela criação do futebol-arte. É um dos principais, não o único, que elevou esse esporte ao mais assistido e venerado do mundo. Seu nome é conhecido pelos quatro cantos da Terra.

Não adianta querer comparar Messi, Maradona e Pelé. existem ainda muitos jogadores brasileiros mais próximos do Rei na fila, e a lista é grande.

As canetas de aluguel vão continuar tentado diminuir a importância desse que foi um gigante, um homem de origem humilde que foi capaz de fazer arte em campos de gramado irregular, com bolas de couro pesadas, com chuteiras sem tecnologia, sem um exército de médicos e nutricionistas para acompanhá-lo.

Pelé, antes de mais nada, foi um precursor e um verdadeiro gênio.

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