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Caos no Reino Unido

Inflação, filas e crise política abalam o Reino Unido

Trabalhadores de diversos setores também entram em movimento grevista. buscando aumentos reais salariais


O conflito na Ucrânia abriu as expectativas de enormes mudanças na ordem mundial. Só que nem sempre estas mudanças acontecem como esperado. Visto que um dos governos que mais apoiaram o presidente ucraniano entrou numa tempestade perfeita. O Reino Unido, o país com sexto maior produto interno bruto do mundo, está mergulhando em uma crise praticamente sem precedentes com inflação recordes, filas de famílias para conseguir uma refeição, além do fenômeno dos três primeiros-ministros em apenas cinco meses.

Em setembro, a inflação britânica alcançou os 10,1%, a maior nas últimas quatro décadas, de acordo com o seu Escritório Nacional de Estatísticas (NOS). A alta é puxada pelos crescentes preços dos alimentos. Além disso, existe a possibilidade de que as contas de luz e gás aumentem ainda mais com a chegada do frio, tudo isso sem contar a possibilidade de racionamento de gás no inverno, como alertou a agência reguladora de gás e energia Ofgem, no início de outubro.

Segundo o site da biblioteca da câmara dos comuns, entre agosto de 2021 e de 2022, o gás doméstico aumentou 96% e os preços da eletricidade doméstica 54%. Em 2021, mais de 40% da produção de eletricidade vieram de usinas movida a gás, sendo que cerca de 80% das casas britânicas são aquecidas por este combustível.

Apesar disso, não é necessário esperar o inverno para perceber como a situação é grave. As filas nos bancos de alimentos só fazem crescer.  Famílias que nunca precisaram deste apoio estão frequentando estas filas. Ainda que estão chegando menos doações.  Os aproximadamente 2500 bancos de alimentos, abastecidos por meio de doações, tem atendidos mais de cem famílias por dia.

O site Businessinsider entrevistou Anna Maughan, administradora de um banco de alimentos no subúrbio de Londres, que disse ter alimentado 152 famílias em um dia próximo ao período da pandemia com pessoas que nunca tinha recorrido a caridade anteriormente. No início de setembro, a Instituição de caridade Resolution Foundation previu um aumento de mais de 3 milhões de pessoas vivendo em níveis de pobreza.

Esta situação provoca a reação da classe trabalhadora britânica. Cada vez mais greves estão acontecendo. No último domingo, aproximadamente 1900 operadores no porto de Felixstowe, leste da Inglaterra, cruzaram os braços exigindo uma efetiva reposição salarial. Este porto movimenta cerca de quatro milhões de contêineres por ano.

Já estão previstas greves no setor de coleta de lixo, na Amazon britânica e na British Telecom, provedora de serviços integrados de TI e de Telecomunicações, além da categoria de professores.  Durante a primeira semana de outubro aconteceram paralisações nos transporte públicos, no metrô de Londres e nos correios, sendo que, para a primeira quinzena de novembro, novas paralisações dos ferroviários estão marcadas, o que infligem em com impactos no metro londrino.

Muitas destas greves já poderiam ter acontecido se a rainha Elizabeth II não tivesse falecido, outras foram suspensas durante o luto público de dez dias. Sua morte adicionou mais um fato de instabilidade política. Uma instabilidade acentuada pela desastrada atuação do ex-primeiro-ministro, Boris Johnson. Claro que nada superou a pretensa nova “Dama de Ferro”, Liz Truss, que ficou 45 dias como primeira-ministra com a sua tentativa de implementar um programa radical neoliberal.

Neste momento, para evitar que novas eleições parlamentares sejam realizadas, o Partido Conservador escolheu o deputado derrotado anteriormente por Truss. Agora é um banqueiro bilionário de 42 anos, descendente de indianos, Rishi Sunak. O parlamentar mais rico do país que foi ministro de Finanças de Boris Johnson e que também trabalhou na Goldman Sachs, entre outros bancos

É uma tentativa de maquiar um programa neoliberal através da escolha de um jovem, filho de imigrantes que ganhou uma certa simpatia durante a pandemia da Covid pelo seu pacote de auxílios. Entretanto, no seu primeiro discurso, anunciou: “colocarei a estabilidade econômica e a confiança no centro da agenda deste governo; isso significará decisões difíceis por vir”. Algo tranquilo de ser dito para quem possui um patrimônio de aproximadamente de US$ 826 milhões.

Ao mesmo tempo, o Partido Trabalhista tem exigido que seja realizado novas eleições parlamentares, mas este deixou de ser uma ameaça iminente para a burguesia britânica, uma vez que suspendeu os principais líderes da sua ala esquerda.

Contudo isto não deve ser um empecilho para a luta da classe operária britânica, o aumento e ampliação das greves podem possibilitar uma mobilização popular que permita a criação de um partido anti-imperialista e que destrua um regime político assassino por impor a fome e o frio á milhões em um dos países mais ricos do planeta.


COTV

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