O Gabinete de Ministros do Egito aprovou a decisão presidencial de solicitar ao BRICS para fazer parte de seu Novo Banco de Desenvolvimento. Com isso, o Egito solicitou, formalmente, a entrada no banco dos BRICS, que foi formado em 2014 na Cúpula de Fortaleza.
Além do Egito, outros 11 países demonstraram interesse em participar do grupo: entre eles, estão a Argentina, a Argélia, o Irã, a Arábia Saudita, a Turquia e a Indonésia. Tal movimento internacional indica um agrupamento dos países atrasados em um grupo para lutar em prol de sua libertação nacional, ainda que de maneira limitada, contra o domínio imperialista sobre o mundo.
O BRICS, na medida em que é um grupo de países chamados “emergentes”, que são uma pedra no sapato do imperialismo em suas respectivas regiões, cumpre uma função progressista e pode vir a se tornar um bloco de países oprimidos, que estarão organizados de algum modo para enfrentar a ditadura mundial do imperialismo.
Entre os países que solicitaram ou demonstraram interesse em solicitar adesão ao Novo Banco de Desenvolvimento, está o Irã, que foi vítima recentemente de um processo golpista, com manifestações artificiais, impulsionadas pelos EUA, para tentar desestabilizar o governo – tais manifestações não obtiveram sucesso.
Tudo isso é fruto de uma retaliação do capital internacional aos países que não seguem fielmente a sua política. No caso de um país oprimido com um governo nacionalista burguês, pode ocorrer de seus interesses entrarem em contradição com o do setor fundamental da burguesia mundial. A campanha feita pelos Estados Unidos contra esses países e seus alinhamentos aos BRICS simbolizam a atual etapa da luta de classes no terreno internacional e o papel do grupo do qual o Brasil faz parte nisso.




