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Ratos de laboratório

Crianças são novo alvo da loucura identitária

Nos EUA, crianças e adolescentes são submetidos a tratamentos nocivos de transição de gênero com o agrado de seus pais. A maioria se arrepende, algumas se matam.


O capitalismo não consegue suprir as necessidades das pessoas transexuais. Elas de fato existem. Mas como todos os oprimidos, elas precisam, antes de mais nada, de trabalho, salário, comida, terra e de condições dignas para viver. Mesmo assim, os grupos identitários, guiados por importantes campanhas do imperialismo, dão alternativas inócuas e muitas vezes nocivas para essa parcela da população e para toda a luta da classe trabalhadora.

Podemos citar vários casos para exemplificar, como é o caso da imposição do pronome neutro ou a luta incessante por mais representatividade LGBT no parlamento. Mas agora, gostaria de discutir sobre um caso extremo, que ocorreu no penúltimo dia do mês de agosto deste ano, na Califórnia. 

Foi aprovada uma lei com finalidade de tornar o Estado um “refúgio para crianças trans”. Sim, crianças trans. Seriam crianças e adolescentes que sofrem de sintomas de disforia de gênero, ou melhor, que tem uma forte identificação com o gênero oposto ou um repúdio a seu próprio. O texto prevê que esses jovens poderão passar por cirurgias de transição de gênero e por terapia hormonal. Para isso, bastaria a permissão ou a ordem de seus pais.

Para quem não sabe, a terapia hormonal mexe com todos os aspectos da vida, tanto físicos como psicológicos. É um tratamento muito invasivo para o corpo e precisa ser muito bem administrado em pessoas adultas. Mas agora, em crianças? 

Bom, acredito que nem preciso discorrer muito para falar sobre a agressividade das cirurgias de redesignação sexual. São processos invasivos, agressivos e, em geral, permanentes. 

Como se isso não fosse suficiente para estranhar a decisão da justiça californiana, ainda há o fato de que a decisão final cabe aos pais das crianças e adolescentes neste processo. Ou seja, influenciados pela mais sórdida campanha identitária: os pais conseguem escolher o gênero de seus filhos e podem impor a eles práticas extremamente nocivas.

Pode parecer, como tenta fazer o governo da Califórnia, uma medida progressista, para alguns até revolucionária, mas na realidade trata-se não só de uma imposição reacionária da família contra a juventude, como uma parte extrema das consequências da campanha identitária do imperialismo.  

De acordo com CAMH, Gender Identity Clinic For Childen, entre 60% a 90% das crianças que dizem querer ser de outro sexo desistem ao chegar na puberdade. Existe, ainda, uma enorme tendência de suicídio dentre as pessoas trans que se submetem ou tentam se submeter a tais tratamentos.

A título de exemplo há o famoso caso de Chloe Cole que, aos 13 anos, realizou uma transição hormonal para elevar seu nível de testosterona. Dois anos depois, com apenas 15 anos, ela retirou seus seios.

“Eu não entendia nenhuma das decisões médicas que estava tomando”, disse a adolescente, durante uma audiência no Parlamento da Flórida, em julho, ao se manifestar a favor de um projeto de lei (PL) que impede a vigência do programa Florida Medicaid, da Casa Branca. A iniciativa federal propõe pagar por intervenções médicas para “disforia de gênero”.

É evidente que se trata de um processo reacionário e perigoso. Mesmo assim, é um semblante da luta democrática da Califórnia contra a extrema direita no País.

“A Califórnia deve apoiar as crianças LGBT+ e suas famílias, especialmente quando estão sob ataque em todo o país”, disse o senador estadual Scott Wiener, que apresentou o Projeto de Lei SB 107, em um comunicado.

Seria algo magnífico se a medicina pudesse atender todas as demandas da disforia de gênero e de diversas outras inquietações humanas, mas, infelizmente, graças ao desenvolvimento vivo e por vezes acidental da história, não vivemos no socialismo. 

Não vivemos em uma sociedade sem classes sociais, pelo contrário, vivemos em sistema definido justamente pela luta entre as classes existentes.

Sendo assim, é fundamental compreender os interesses de cada classe e os conflitos entre elas. Em algum momento seria possível imaginar que a burguesia, classe dominante, terrorista e assassina, busca socorrer e livrar as pessoas trans de seus problemas? 

Não. O mundo não é cor de rosa. A burguesia, para se manter no poder e garantir a manutenção do capitalismo, precisa oprimir cada vez mais todos os trabalhadores. Portanto, se você tem disforia de gênero, isso é apenas mais um motivo para você ser explorado e dar garantias de mais desemprego e mais lucro.

Viva! Vamos diminuir os salários! Vamos diminuir os empregos! Se você tem algum problema, podemos resolver te demitindo ou acabando com seus direitos!

Dito e feito. Hoje, uma pessoa trans muitas vezes não consegue nenhum tipo de trabalho além da prostituição. Uma mulher ou um jovem podem até trabalhar muito mais, mas nunca vão receber como um homem.

Para piorar, no caso da medicina e das pessoas trans, o lucro em cima dos atendimentos médicos malfeitos, dos medicamentos baratos como anticoncepcionais, e vários tipos de hormônios que se compram em uma farmácia qualquer é ótimo para a burguesia. É mais um dos crimes hediondos da indústria farmacêutica.

Finalmente, o projeto californiano, que serve de base para as instituições identitárias de todo mundo, coloca as crianças e a juventude como mais um alvo da mais louca campanha identitária e das garras da burguesia. Enquanto houver imperialismo, não haverá liberdade para as pessoas trans e para as pessoas que sofrem de disforia de gênero, sejam elas crianças e jovens, oprimidas também pela sua família, sejam elas adultas.

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