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Ataque

Corte orçamentário impede universidade de fechar o semestre

Burguesia avança seus ataques contra a juventude a ponto de que semestre pode nem mesmo terminar em universidades do Goiás


A Associação Nacional dos Dirigentes das instituições Federais de Ensino Superior (Andifes), mostrou que o corte de 7,2% nos recursos das Universidades Federais representam um prejuízo de 1,6 bilhão. Esse é o novo ataque do governo do ilegítimo presidente fascista Bolsonaro à juventude. Primeiro foi o corte de 12% do orçamento dos Institutos Federais de educação para 2023.

Em 2022, já houveram cortes importantes nos orçamentos das universidades federais, e é bom lembrar que o teto de gastos instituído pelo governo golpista de Temer já havia prejudicado e muito os recursos da educação. Tais cortes aprofundam ainda mais a crise do ensino e, conforme denunciam os reitores das universidades do Estado de Goiás, afetam principalmente o investimento em pesquisa, conclusão do planejamento anual e os programas de assistência estudantil.

O pró-reitor da Universidade Federal de Goiás (UNG), Robson Maia Geraldine, pontua que os valores destinados a 2022 sem os novos bloqueios são equivalentes aos valores de 2020.

“Nós estamos falando de dois anos atrás, com um impacto inflacionário de mais de 15%, considerando o IPCA, o que já é uma perda considerável. No mínimo esperávamos que o nosso orçamento fosse corrigido de acordo com a inflação. Por exemplo, uma aula prática realizada por meio de viagem de ônibus custa hoje muito mais do que custaria há dois anos, por causa da alta no preço dos combustíveis”, disse Geraldine.

Na Universidade Federal do Catalão (UFCAT) não é diferente, ou é até pior, já que a universidade não recebeu ajuste orçamentário desde 2018, quando era regional da URG. Segundo a reitora professora Roselma Lucchese, os cortes afetarão a conclusão do planejamento anual, a manutenção dos programas de ações afirmativas e permanência dos estudantes em situação de vulnerabilidade social:

“Esse colapso significa não executar o que foi planejado. Até hoje, a UFCAT não obteve a liberação para concursos de novos servidores, funcionamos com o mesmo número desde que éramos regional. Em contrapartida, investimos em mão de obra terceirizada, o que leva ao uso de 60% dos nossos recursos para a manutenção de pessoal e da estrutura administrativa”. 

Na Universidade Federal de Jataí (UFJ), a vice-reitora, professora Giulena Rosa Leite, informa que esse corte de 7,2% representa um mês de funcionamento da universidade que, nesta situação, não chega a setembro. Os recursos já estão sendo realocados para os custeios administrativos e para os estudantes em situação de vulnerabilidade:

“É uma situação de muita tristeza. Desta vez, estes cortes afetaram o PNAES (Programa Nacional de Assistência Estudantil) e para que não haja evasão dos nossos alunos em situação de vulnerabilidade social, nós optamos por manter a assistência estudantil como planejado, mas retirando verba do custeio básico da universidade”, colocou Rosa.

O reitor da UFJ, professor Américo Nunes da Silveira Neto, aponta que o orçamento da UFJ em 2019 era de R$ 16 milhões e, para 2022, caiu para R$ 14,5 milhões.

“Considerando todos as correções inflacionárias e reajustes de contratos de prestação de serviço da UFJ que somam R$ 19 milhões, o impacto foi de 39%. Precisamos lutar não apenas para barrar estes cortes, mas pela recomposição orçamentária com as devidas correções”, explica Américo.

O presidente do Sindicato dos Docentes das Universidades Federais de Goiás, professor Flávio Alves da Silva, defende a mobilização dos professores:

“Precisamos lutar de todas as formas possíveis para evitar que o governo Bolsonaro continue tentando promover o desmonte das universidades federais. O Adufg-Sindicato tem se mobilizado e continuará defendendo firmemente o ensino superior público, gratuito e de qualidade. Vamos às ruas. Essa luta é de todos nós”. 

A verdade é que estão desmontando o ensino superior público no Brasil aos poucos. São ataques que já chegaram à UFSCAR, à UFRJ, às universidades de Minas Gerais, Rio Grande do Sul, UFSCAR em São Paulo, UFRJ, UNB em Brasília e outras. Deve ficar claro que essa é uma luta não só dos professores, mas sim da juventude e de todos os trabalhadores, pois esse é o resultado da política neoliberal que sucateia para depois dizer que é necessário privatizar o ensino. Entretanto, como visto acima, ao contrário do discurso mentiroso dos neoliberais, dos golpistas descarados, as privatizações custam mais caro do que a administração direta.

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