Entidades sindicais e estudantis convocaram uma nova marcha estadual em São Paulo para o dia 17 de junho. A concentração está marcada para as 18h, no Museu de Arte de São Paulo (MASP), com passeata até a Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo (Alesp), reunindo reivindicações das universidades estaduais paulistas, dos serviços públicos e da classe trabalhadora.
A mobilização é organizada por entidades que compõem o Fórum das Seis e dá continuidade ao ato realizado em 20 de maio. A nova marcha terá como destino a Alesp, o que desloca a pressão política para o Legislativo estadual. Entre as pautas estão o financiamento da educação pública, a situação das universidades estaduais, a defesa dos serviços públicos, a denúncia da violência policial, a oposição às privatizações do governo Tarcísio de Freitas e reivindicações gerais, como o fim da escala 6×1.
A convocação ocorre em um momento de tensão nas universidades estaduais paulistas. O Conselho de Reitores das Universidades Estaduais Paulistas (Cruesp) alterou a proposta salarial para 3,92%, mas o índice ainda foi considerado abaixo do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA). A pressão do movimento, portanto, já produziu algum deslocamento na proposta dos reitores, mas não encerrou a mobilização.
As entidades que integram o Fórum das Seis estão organizando individualmente a participação de suas categorias e o financiamento para a atividade. O chamado busca reunir docentes, servidores técnico-administrativos, estudantes e apoiadores da educação pública em uma ação comum. A escolha do MASP como ponto de concentração e da Alesp como destino pretende dar visibilidade ao movimento e cobrar diretamente o governo e os deputados estaduais.
A pauta do financiamento das universidades envolve a Universidade de São Paulo (USP), a Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) e a Universidade Estadual Paulista (Unesp). As entidades denunciam que a crise orçamentária atinge salários, concursos, permanência estudantil, condições de trabalho e capacidade de expansão das instituições. A suspensão de concursos na Unesp e a ampliação de greves e protestos aparecem como sinais de agravamento do conflito.
A marcha de 17 de junho também deve incorporar críticas mais amplas ao governo estadual. A denúncia das privatizações e da violência policial faz a mobilização ultrapassar a questão salarial. Ao reunir educação, serviços públicos, trabalho e segurança, as entidades procuram transformar a luta das universidades estaduais em um ato político contra a orientação geral do governo paulista.



