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Infiltrada

Branco é o verde e amarelo da terceira via

Simone Tebet, a miss terceira via, já está dando pitaco na campanha do Lula e só atrapalha. Não tem essa de usar branco, a esquerda tem que usar vermelho e tomar as ruas


A ex-candidata à presidência da República da terceira via, isto é, dos bancos e do imperialismo, Simone Tebet (MDB), sugeriu à campanha do ex-presidente Lula o uso da cor branca em detrimento da tradicional cor da esquerda, o vermelho, para ser a marca da campanha. Tebet, que obteve pouco mais que 4% dos votos válidos no primeiro turno, declarou “apoio” à candidatura Lula no segundo. Todavia, a julgar pela sugestão, fica evidente qual o caráter do “apoio”: contribui tanto para a vitória do ex-presidente Lula quanto aquele antigo presente dos gregos contribuiu para a glória de Tróia.

A eleição mostrou claramente a polarização política no País. De uma lado, a esquerda em torno da candidatura do candidato perseguido por toda a burguesia e pelo imperialismo; de outro, a extrema-direita que, investindo na polarização, arrastou um setor da população consigo. Um dos resultados da polarização foi o esvaziamento completo do centro político, isto é, dos partidos da direita tradicional umbilicalmente ligados ao imperialismo, que dominaram o regime político desde 1988 e que sucumbiram ante a polarização, um dos resultados do golpe de Estado de 2016 que eles mesmos promoveram.

Um setor desse centro político dirige-se ao polo esquerdo, enquanto outro abraça publicamente o bolsonarismo. O fato, porém, é que Tebet não está apoiando o ex-presidente Lula para contribuir com sua possível vitória, mas trabalha desde dentro para a sua derrota, algo confirmado por sua própria sugestão. Alguns membros da campanha do ex-presidente Lula, notadamente os elementos da esquerda pequeno-burguesa e os oportunistas, consideram que a frente ampla, isto é, a aliança e a subordinação aos ditames dessa direita tradicional completamente esgotada, é essencial para garantir a vitória e a governabilidade. Isso porque, assustados e desesperados com o avanço do bolsonarismo, recorrem à burguesia, à classe dominante. No fim, são arrivistas que se valem, mas não confiam nas massas trabalhadoras.

O fato é que as massas rechaçaram completamente essa direita e sua política. A eleição está polarizada e, nesse quadro, somente se pode triunfar polarizando ainda mais. A campanha deve direcionar-se à esquerda, no sentido de expressar os interesses dos trabalhadores contra a burguesia golpista e a extrema-direita, e não dirigir-se ao centro político, comprovadamente fracassado. A sugestão, ou imposição, de Tebet, de utilizar a cor branca como símbolo da campanha, é uma expressão do sentido que essa direita quer impor à campanha, isto é, arrastá-la para o centro, para que ela não adquira sobremaneira essa caráter de expressar os interesses dos trabalhadores e dos explorados no Brasil.

Querem dar um tom à campanha do ex-presidente que está muito abaixo do que o momento exige. Afinal, quando se amplia a aliança com tais setores, diminui-se e muito a aliança com as massas. Enquanto isso, os grandes se preparam para abraçar Bolsonaro. E somente a aliança com as massas populares conta, só ela pode levar Lula à presidência novamente.

O uso da cor vermelha, tradicional da esquerda, não é mero detalhe, é a expressão da radicalização das massas, de seu apoio à esquerda. O PT e todos os partidos de esquerda devem estimular essa radicalização e não combatê-la ou diluí-la. Querer introduzir o branco ou o verde amarelo nas campanhas é confundir as massas e mostrar que a campanha não é radical, não é a que os trabalhadores necessitam. É um sinal de fraqueza dos elementos que se apresentam como direção, algo que pode ser fatal.

O vermelho traz um significado, remete diretamente a um programa político, no mínimo, popular, de defesa dos direitos dos trabalhadores e dos direitos democráticos, de oposição ao imperialismo e sua política neoliberal. Quem usa o vermelho acaba por representar esse programa mínimo comum. Ademais, as eleições mostraram que foi esse programa que levou à vitória, ainda que apertada, de Lula no primeiro turno. Investir na mobilização vermelha é investir na ampliação de sua base popular, de setores que caíram na lábia do bolsonarismo por falta de radicalidade da esquerda, mas que estão esmagados pela política neoliberal da direita e da extrema-direita. É preciso ganhar esses trabalhadores de volta para a esquerda, sua base original, e somente se pode fazê-lo por meio de uma campanha clara e radical que atenda aos interesses efetivos, materiais, dos trabalhadores.

A campanha tem que ser vermelha, massiva e radical, mostrar que não se trata de uma defesa abstrata do País, mas da defesa dos trabalhadores e da economia nacional contra os setores que querem destruí-la e levar o povo para um nova senzala. Tebet e cia. não contribuem em nada com a campanha de Lula. São, na realidade, infiltrados que atuam contra a campanha para miná-la, deteriorá-la. Nesse sentido, é preciso romper com a burguesia, que só faz paralisar e desmoralizar a campanha por Lula presidente, a aliança deve ser com o povo trabalhador e explorado do País.

Nesse momento, é imprescindível sair às ruas de vermelho em todo o Brasil numa grande campanha por Lula presidente! Por um governo dos trabalhadores!


COTV

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