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Reino Unido

Bilionário hindu-britânico governa para o grande capital

A crise britânica evolui a todo vapor


Se alguém alimentava ilusões de que o terceiro Primeiro-Ministro conservador britânico, Rishi Sunak, em menos de dois meses seria, de alguma maneira, capaz de conter a crise do regime imperialista britânico, essas ilusões já foram prontamente dissipadas. Nem mesmo a mais baixa demagogia identitária (se trata do primeiro hindu étnico a governar o Reino Unido, que conquista!) acalmou os ânimos e deu estabilidade a um governo que é criticado até mesmo pelos grandes monopólios da imprensa imperialista britânica, com o The Guardian. Tudo indica a necessidade de um governo trabalhista direitista para impor uma derrota à classe operária britânica que se levanta, já que os conservadores se mostraram incapaz de fazê-lo.

O bilionário, que chegou ao governo numa eleição com candidato único e com menos de 200 votos, reintegrou ao governo Suella Braverman, outro grande exemplo de conquista das minorias, como Ministra do Interior, a mulher que, além de escatologias bizarras como querer reenviar refugiados de volta a Ruanda, é uma das principais defensoras da Public Order Bill (Projeto de Lei de Ordem Pública), lei profundamente antidemocrática que busca extinguir o direito ao protesto. A grande democracia britânica não é tão democrática afinal de contas. Nesse sentido, é muito correta a colocação de Jeremy Corbyn,  antigo líder do partido trabalhista que tem passado por um expurgo de sua ala esquerda, em uma coluna publicada pouco depois do apontamento de Sunak como Primeiro-Ministro:

Ao reapontar Suella Braverman, ele encoraja a Ministra do Interior a lançar um ataque feroz aos mais vulneráveis e um assalto draconiano aos nossos direitos democráticos. Nós temos uma responsabilidade coletiva de resistir antes que seja tarde demais.

Enquanto isso, vemos o contínuo ascenso do movimento grevista no Reino Unido. Com o contínuo desmonte do que sobreviveu do NHS, o SUS britânico, tudo indica que será votada a maior greve da história da categoria das enfermeiras no país. Mais de 300.000 profissionais de saúde participaram e ainda que a contagem ainda não esteja concluída, dado desenvolvimento da situação, tudo indica uma gigantesca greve nacional do setor pouco antes do Natal. 

No fim de contas se mantém a profunda crise do regime de dominação imperialista no Reino Unido. Uma crise que, com a chegada no inverno, provavelmente se desenvolverá de maneira ainda mais intensa do que aquela posterior ao primeiro choque do petróleo nos anos 70, que desta vez a classe operária não seja derrotada.

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