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Onde esteve Moraes?

A “grande contribuição” do TSE para a democracia foi nula

De "caçador de fascistas", presidente do TSE passou para bajulador de fascistas


As eleições presidenciais chegaram ao fim com uma apertada vitória de Lula, o candidato dos trabalhadores, contra Jair Bolsonaro. No entanto, está vitória longe de ser fácil, se deu contra todo o golpe eleitoral e a fraude montados por Bolsonaro e por toda burguesia brasileira. Em meio a este cenário, o Supremo Tribunal Federal (STF) e o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ambos comandados pelo ministro Alexandre de Moraes simplesmente desapareceu do centro da luta política.

Em um ano que ficou marcado por uma série de operações ditatoriais destes órgãos judiciais, como a censura aberta contra figuras públicas, partidos (como no caso do PCO), prisões política e a abertura do anti-democrático “inquérito das fake news”, Alexandre de Moraes iniciou seus trabalhos no TSE com a promessa de prender todos aqueles que divulgassem as chamadas “fake news”, ou seja, que mentisse nas eleições. Contra o suposto crime da “mentira”, Alexandre de Moraes afirmou que pretendia entrar em guerra contra a desinformação e que puniria todos os crimes eleitorais.

Muito apoiado pela esquerda pequeno-burguesa, que até hoje o vê, por mais que com certa descrença, que o ministro é um verdadeiro defensor da democracia, Alexandre de Moraes e o TSE fizeram de tudo, menos combater a fraude nas eleições. Prendendo figuras secundárias como Roberto Jefferson e se preocupando em censurar uma ou outra propaganda eleitoral exibida no rádio e na televisão, o Tribunal Superior Eleitoral permitiu a enorme compra de votos realizada por Bolsonaro desde antes da eleição.

Além da propagação de todo tipo de mentiras nas eleições por parte de Bolsonaro, o TSE também permitiu um das maiores compras de votos da história nacional. Colocando a máquina pública ao seu favor, Bolsonaro aprovou estado de emergência e injetou bilhões em programas sociais para nas vésperas das eleições tentar comprar o voto da população mais pobre, justamente a base de apoio de Lula. Como não bastasse, Bolsonaro passou também todo período eleitoral, sobretudo no segundo-turno realizando uma enorme campanha em conjunto com a burguesia de coerção de trabalhadores a votarem no candidato golpista.

Mais de mil denuncias foram realizadas em todo país para o Ministério Público do Trabalho, sobretudo no estado de Minas Gerais, principal foco junto a São Paulo, da tentativa de virada de Bolsonaro. Inúmeros casos de patrões ameaçando seus funcionários de demissão se espalharam por todo Brasil, no entanto, contra provas cabais o TSE nada fez. Além disso, como toque final da “grande contribuição” da justiça para o processo eleitoral, o dia da eleição foi marcado pela última tentativa aberta de realizar um golpe eleitoral.

Desde o início da manhã de domingo, a Polícia Rodoviária Federal (PRF), e em alguns casos com o apoio expresso do exército e da Polícia Militar (PM), realizou 549 operações, sendo 49,50% (272 ações) no Nordeste, 22,22% (122) no Centro-Oeste, 10,70% (59) no Norte, 8,74% (48) no Sudeste e outros 8,74% (48) no Sul.  Com foco expresso e impedir sobretudo os eleitores nordestinos de irem votar, o aparato de repressão do Estado realizou uma enorme força tarefa para mais uma vez, tentar impedir a vitória de Lula, o candidato dos trabalhadores.

A respeito de toda esta explicita operação golpista, o Tribunal Superior Eleitoral, na pessoa de Alexandre de Moraes, se limitou a pedir que a PRF, já no fim do dia, parasse com as operações e por fim declarou que as centenas de ações que visavam impedir os eleitores trabalhadores de votar não teriam prejudicado “ninguém” nas eleições. Contra toda fraude, toda operação golpista e a ampla campanha de calunias contra Lula, o Tribunal Superior Eleitoral de nada serviu. Claramente, a suprema corte não tem como objetivo fazer a “justiça” mas sim, como parte do regime golpista, se opor a Lula e os trabalhadores de conjunto.

Ignorado pela PRF, Alexandre de Moraes saiu de “caçador de fascistas” para um bajulador dos golpistas.


COTV

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