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Caso Nicarágua

Um “comunista” que se acovarda diante dos ataques imperialistas

O blogueiro do PCB acha muito complicado se posicionar contra o imperialismo


Não seria necessário repetir o óbvio, mas vamos dizer. Um marxista não é um teórico acadêmico, mas uma pessoa que interfere diretamente no movimento político e para isso procura construir um partido revolucionário. Nesse sentido, um comunista procura ter uma posição na situação política.

Apesar disso, ninguém pode ser culpado por ignorância, mas sim por cultiva-la como uma virtude. Igualmente condenáveis são os que procuram esconder a ignorância por detrás de uma pose intelectual. 

Jones Manoel é daqueles que creem que para ser marxista basta falar que é. Basta fazer comentários no Twitter, não precisa de partido, não precisa ter nenhum objetivo prático. Sim, porque apesar de ser do PCB, Jones Manoel é um membro avulso do partido, que em suma é um partido de homens avulsos, uma junção de professores universitários e estudantes.

Mas a pressa e arrogância de Jones Manoel na hora de comentar sobre qualquer assunto, mesmo que ele não tenha a mais remota ideia do que se trata, muda quando o tema é espinhoso. Quando o tema pode gerar certo desconforto com a esquerda de classe média bem-pensante.

Esse é o caso da Nicarágua. O país, que teve eleições no último domingo, com Daniel Ortega da Frente Sandinista ganhando 75% dos votos, está sobre pressão do imperialismo que procura intervir no regime de lá.

Qual seria a posição espinhosa, então, já que para um marxista, mesmo um pseudo-marxista como Jones Manoel, seria muito óbvio tomar posição contra o imperialismo?

O problema é que justamente para justificar a intervenção no País, o imperialismo segue o roteiro de sempre para atacar um país atrasado. Está lançando mão das calúnias de sempre contra o governo nacionalista-burguês de Ortega: ditadura, repressão, fraude eleitoral.

E como boa parte da esquerda pequeno-burguesa facilmente se deixa levar pela propaganda imperialista e está atacando o governo nicaraguense, Jones Manoel não quer se indispor com seus pares da classe média bem-pensante, então, o sabichão decidiu se calar nesse caso: “O que acho da eleição na Nicarágua? Acho nada. Sigo a máxima: não estudo, evito falar”, deve ser bem difícil mesmo se posicionar contra o imperialismo.

De repente, Jones Manoel não tem opinião, justo ele que gosta de falar sobre qualquer coisa. O imperialismo é realmente uma força poderosa capaz de adestrar até pequena-burguesia mais cheia de si.

Isso talvez explique porque Jones Manoel, na época do golpe de Estado contra Dilma Rousseff, também preferiu atacar o PT do que se posicionar claramente contra o golpe e a direita.

“Não precisa opinião sobre tudo”. Já sabíamos que Jones Manoel era só um comentarista diletante de rede social, muito longe do marxista que ele diz ser, mas descobrimos com esse episódio da Nicarágua que ele é também um covarde quando confrontado com uma posição que pode desagradar seus amigos.

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