Em reunião realizada nesse 1º de abril com representantes dos trabalhadores nos transportes públicos rodoviário de São Paulo, motoristas e cobradores decidiram dar um prazo de 15 dias para que o Estado de São Paulo apresente imediatamente um cronograma de vacinação para a categoria. Não havendo uma resposta positiva, a partir do dia 20, os transportes públicos serão paralisados, até que as reivindicações dos trabalhadores sejam atendidas.
Segundo representantes das organizações dos trabalhadores, centenas de rodoviários já perderam as suas vidas em todo o estado, com milhares de rodoviários contaminados pelo coronavírus e, mesmo a categoria fazendo parte dos grupos prioritários para a vacinação, nada de concreto foi estabelecido pelas autoridades públicas.
Além dos rodoviários, outras categorias dos transportes públicos de São Paulo decidiram se mobilizar para exigir a vacinação, como é o caso do Metroviários que, no próximo dia 06 de abril, realizarão uma assembleia, que tem com pauta aderir a paralisação geral dos transportes. A informação dos trabalhadores é que 20 metroviários já morreram de COVID-19, entre aposentados e da ativa, apenas nas linhas de operação pública. Entre as linhas públicas e privadas, mais de 1,6 mil metroviários foram contaminados.
Da mesma forma os ferroviários da CPTM (companhia Paulista de Trens Metropolitanos) já se organizam para aderir também ao movimento paredista.
Conforme noticiado pelas próprias organizações dos trabalhadores de transportes públicos coletivos, a categoria é uma das mais atingidas pela pandemia do coronavírus, com milhares de mortes e contaminação.
Há por parte dos governantes, bem como prefeitos de todo o país um total descaso, tanto para os profissionais na área de transporte, como para a população, que se aglomera todos os dias, nos ônibus e vagões lotados, sem nenhum tipo de proteção sanitária. Em nenhum momento, desde o começo da pandemia, foi realizado um programa de testagem e, muito menos o atendimento da reivindicação, como por exemplo o aumento do número de linhas em circulação para que se respeitasse o distanciamento social.
Os trabalhadores dos transportes público de São Paulo deram um passo importante ao decretaram a greve da categoria, para que as suas reivindicações sejam atendidas, única maneira que os patrões e seus governos entendem quanto se trata das reivindicações dos trabalhadores.
Da mesma forma, os rodoviários de outros estados também se mobilizam e decretam greve, devido à situação degradante da qual se encontram, como os rodoviários de Alagoas, que além de lutarem pelos seus direitos e conquistas que estão em risco devida a política dos patrões de sacrificar os direitos dos trabalhadores em benefício próprio, lutam para por um fim ao morticínio na categoria.
Nesse sentido é necessário impulsionar a greve, organizar comandos de greve de base, para conversar com a categoria e a população com o objetivo de exigir a vacinação já. São mais de 4 mil mortes diárias, já foram ceifadas mais de 325 mil (dados oficiais) vidas no país com 13 milhões de contaminados, um verdadeiro caos, sendo que menos de 10% da população foi vacinada e, por outro lado, o poder público, tanto na esfera federal quanto estadual não fazem nada para conter ou controlar a pandemia.





