A greve dos trabalhadores da BHP atingiu as operações da mineradora em Port Hedland, na Austrália Ocidental, maior centro de exportação de minério de ferro do mundo. Segundo o sindicato, foi a primeira grande mobilização grevista realizada no local em 25 anos.
No domingo (9), aproximadamente 100 trabalhadores interromperam as atividades a partir das 5h30m. Com os participantes da paralisação anterior, cerca de 150 operários aderiram ao movimento.
Três sindicatos reunidos na Combined BHP Ports Unions participam da mobilização. Eles representam uma parcela dos mais de 800 trabalhadores empregados pela multinacional no porto. No sábado, os trabalhadores já haviam realizado uma paralisação de 24 horas no carregamento dos navios.
A importância da greve aparece nos próprios números da empresa. Todos os dias, a BHP embarca por Port Hedland minério de ferro avaliado em aproximadamente US$80 milhões. A companhia afirmou que conseguiu continuar carregando navios durante a paralisação de domingo.
É precisamente nesse ponto decisivo da operação que os trabalhadores concentraram a pressão. A multinacional controla minas, equipamentos e contratos bilionários, mas a circulação do minério depende do trabalho dos operários responsáveis pelo funcionamento do porto e pelo carregamento dos navios.





