O grupo FIAT está colocando os trabalhadores sob risco, ameaçando-os de morte pelo covid-19 com as condições de trabalho impostas. A denúncia é do Sindmetal-PE — ligado à CUT e à Confederação Nacional dos Metalúrgicos — que já entrou no Ministério Público do Trabalho pedindo apuração de denúncias de mortes e contaminações pelo coronavírus, destacadamente no polo automotivo JEEP, localizado no município de Goiana, na FCA/Jaboatão e na MMH cabo de Santo Agostinho.
Segundo o presidente do sindicato, Henrique Gomes, o Sindmetal-PE está levando a cabo essa luta, exigindo respostas e cobrando medidas de segurança de modo a garantir a saúde dos trabalhadores. O presidente do sindicato denuncia a realização de horas extras pelas empresas, o que aumenta o risco para os trabalhadores. Reivindica também, inclusive pela falta de insumos, uma parada de 20 dias na produção, o que garantiria maior segurança aos operários e daria um fôlego neste momento de agudização da pandemia. A volta, conforme coloca Henrique, deveria estar atrelada à realização de testes nos trabalhadores pelas empresas, e à compra da vacina, de modo a garantir a saúde das categorias afetadas.
O espelho desta situação é a manutenção do trabalho normal e, ainda mais que isso, a cobrança de horas extras pelas empresas no momento mais grave da pandemia, com quase 5 mil mortes diárias nacionalmente. As grandes multinacionais estão declarando uma verdadeira guerra aos trabalhadores. Impuseram o golpe de Estado, o que trouxe consigo, através da política econômica de rapina, o desemprego e o ataque aos sindicatos. Desta feita, buscam impor a morte à classe operária, como vampiros que tiram do sangue do trabalhador os seus cifrões, a sua acumulação de capital.
Enquanto condenam os trabalhadores à peste, destroem o Sistema Único de Saúde, buscando privatizá-lo e também auferir lucros sobre a doença da classe trabalhadora, doença imposta por essa mesma burguesia. Medidas inaceitáveis, que precisam ser combatidas com todas as forças pelo conjunto da classe operária. Os sindicatos devem, todos, abrir suas portas e ir às bases, mobilizar e organizar os locais de trabalho e as categorias. Contra o assassinato dos trabalhadores, devemos erguer as greves, os piquetes, as barricadas, as ocupações de fábrica. O judiciário não está do lado dos trabalhadores, e deve ser tratado, no máximo, como um acessório, pois que o principal é a organização, de fato, da classe operária. Façamos nós por nossas mãos a luta que a nós nos diz respeito. Fora Bolsonaro e todos os golpistas! Lula presidente! Organizar a greve!





