Destruição do patrimônio

Até Justiça pode reconhecer fraude na privatização da Petrobras

O ministro Walton Alencar e determinou que os técnicos da Corte analisem em cinco dias a venda da refinaria vendida pela metade de seu valor.

Em mais um ataque ao patrimônio nacional e demonstração de submissão ao imperialismo, foi vendida a refinaria Landulpho Alves (Rlam), localizada na Bahia.

O Presidente da Petrobrás , Roberto Castelo Branco, que irá deixar o posto no dia 12 de abril , vendeu pela metade do valor a importante refinaria, que é responsável por parte significativa de impostos e geradora de milhares de empregos no estado. A RLAM, que é estimada em US$ 3 bilhões, foi entregue por quase metade disto: US$ 1,65 bilhão.

Em decorrência de mais esta operação lesa pátria, o Sindicato dos Petroleiros da Bahia (Sindipetro-Bahia) impetrou ação no Tribunal de Contas da União (TCU) questionando a legitimidade da operação e argumentando que o baixo valor do negócio impõe prejuízos ao patrimônio da Petrobras. O questionamento foi acatado pelo ministro Walton Alencar determinando que  os técnicos da Corte analisem, em cinco dias, a venda da refinaria. Afirmou ainda no plenário do dia 31 , que a medida tem como objetivo evitar “prejuízo ao interesse público”. A ação depende do parecer dos técnicos, e poderá levar ao cancelamento da venda da RLAM.

A FUP ( Federação Única dos Petroleiros)  divulgou que existem ações também no Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) e mais  três ações civis públicas de autoria impetradas tramitando na justiça federal com relação à venda da refinaria com preço abaixo de mercado.

Além dessas ações, a Associação Nacional dos Petroleiros Acionistas Minoritários da Petrobras (Anapetro) deu entrada na Comissão de Valores Mobiliários (CVM) com representação por eventuais atos lesivos ao patrimônio da Petrobrás e aos interesses de seus acionistas, considerando a venda com prejuizo para a Petrobrás.

Este não é um caso isolado quando se observa o saldo das intervenções de desmonte do patrimônio público. Ações  lesa-pátria, de entrega da riquezas nacionais são a face do governo Bolsonaro, no qual os gestores das empresas são os encarregados de cumprir com o pagamento da conta do golpe de 2016.

Não é incompetência , é sucesso naquilo que foi acordado com o imperialismo mundial e deve ser denunciado e combatido nas ruas para que não vejamos a completa destruição do país.

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