Alemanha imperialista

Alemanha quer participar de sanções dos EUA contra Rússia e China

A chegada de Joe Biden a Casa Branca já estimula a países como Alemanha a querer estabelecer sanções contra a Rússia e a China por questões internas travestidas de violações dos direitos humanos

Joe “Mal Menor” Biden conseguiu uma vitória na sua tarefa, mesmo que infrutífera, de fortalecimento do poder do imperialismo no mundo. Na última terça, o ministro alemão das relações exteriores, Heiko Maas, destacou que os Estados Unidos e a Alemanha devem atuar em sintonia para defender os interesses e os valores comuns, o que pode incluir possíveis sanções conjuntas contra a China e a Rússia por supostas questões relacionadas aos direitos humanos de acordo a agência internacional de noticias Reuters.

A declaração ocorreu durante um evento on-line organizado pelo Instituto Brookings, um centro de estudo imperialista, bem mais poderoso e capacitado que o Millenium tupiniquim. Mas o político, representante da direita civilizada germânica, não ficou só nisso. Ele afirmou que “a Alemanha está ao seu lado”, ou seja, de Biden e um novo inicio nas relações entre os dois estados deve incluir uma luta comum pela democracia para se enfrentar ameaças antidemocráticas.

A reportagem do site da agência Sputnik Brasil ressalta que em 2 de março o governo de Merkel, junto com outros integrantes da União Europeia, já tinha adotado sanções contra alguns funcionários do Estado Russo alegando que ocorreram violações dos direitos humanos na detenção de Aleksei Navalny, um notório crítico ao governo Putin.

Maas procura reconstruir os laços transatlânticos entre Berlim e Washington que foram enfraquecidos durante o governo Trump que exigia que a Alemanha aumentasse sua contribuição na Organização do Tratado do Atlântico Norte, aliviando assim a carga estadunidense e as desavenças nas políticas comercias de cada país.

Um outro ponto que a Sputnik destaca é que o discurso alemão, de aderência à nova investida do imperialismo, com a chegada de Joe Biden a Casa Branca, também procura evitar que a Alemanha sofre sanções comerciais pelos EUA pela sua participação no gasoduto russo Nord Stream 2 que garantirá um fluxo aproximadamente de mais de 27000 milhões cúbicos anuais de gás natural. Sabemos como o imperialismo não se importa de onde vem suas fontes de energia desde garanta sua taxa de lucro. É só ver como os Estados Unidos não estabelecem nenhuma sanção econômica a Arábia Saudita mesmo com o envolvimento do príncipe herdeiro no assassinato do jornalista Jamal Khashoggi em outubro de 2018.

Pode apontar outras ações da política externa alemã realizadas para agradar os Estados Unidos e por consequência o imperialismo. Eles estenderam a duração da missão militar no Afeganistão até 31 de janeiro de 2022, a distância entre Berlim e Cabul é mais de cinco mil km e não ficou só nisto, em três de março uma fragata alemã cruzou o mar do Sul da China recebendo os elogios de Washington, uma vez que estariam garantindo a liberdade de navegação nos mares, contudo ao mesmo tempo pode ser vista pela China como uma provocação.

Não há duvida que a postura alemã reflete a ofensiva do imperialismo de superar a crise que o aflige. Mais do que nunca, a classe trabalhadora precisa se unir em âmbito mundial para que não ocorram os novos assassinatos de trabalhadores por trabalhadores para garantir a taxa de lucros dos imperialistas e de seus asseclas espalhados pelo mundo através dos conflitos que são provocados pelo imperialismo.

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