O Estado do Rio de Janeiro encontra-se em colapso no sistema de saúde. São quase 300 infectados pelo novo coronavírus que aguardam vagas em leitos de UTI, porém sem nenhuma expectativa de serem atendidos.
O governo do Rio demora a entregar os oito hospitais de campanha anunciados para a população. Supostamente isso serviria para ajudar a população, mas as obras que eram para ser simples não saem do papel.
A única unidade hospitalar com leitos de UTI ainda disponíveis, o Hospital Regional Zida Arns, em Volta Redonda, com 75% de sua ocupação preenchida, está a beira de entrar em colapso também.
Contudo, ao se ver a ação do governo do Rio de Janeiro no combate a pandemia, percebe-se claramente uma política genocida contra a população mais pobre.
Na hora de socorrer o povo, o Estado criou 10 leitos de UTI no bairro do Leblon, na zonal sul, conhecido como uma das regiões que concentra os maiores percentuais de ricos no Rio de Janeiro.
Assim, um dos principais bairros da burguesia fluminense recebe forte atenção de Witzel. Os demais 300 infectados são obrigados a esperar em filas intermináveis a vez de ter a chance de entrar em um leito. Obviamente, nessa situação em que o povo se encontra, o massacre da população pobre é generalizado.
Quanto à falta de vagas, a secretaria da Saúde disse que “há rotativa de vagas ocasionadas por altas, óbitos, além de reservas técnicas de leitos para pacientes já internados que possam agravar o quadro clínico”.
Ou seja, para abrir novas vagas de UTI, o plano de Witzel para a população trabalhadora é deixar um doente morrer, para assim liberar uma vaga para quem espera.
Desde a semana passada, não há mais UTIs nos hospitais estaduais. São 919 pessoas internadas na cidade do Rio de Janeiro, 315 em UTI.
São 521 novos leitos prometidos para o Estado, porém a entrega ainda é imprevista. O Estado do Rio de Janeiro tem 81% de ocupação das UTIs e 70% das enfermarias. No total, são 7.111 casos confirmados e 645 mortes.




