O sociólogo Emir Sader publicou coluna no sítio Brasil 247 com o título “Governo de calamidade nacional. E depois?” na qual trata sobre o que a esquerda brasileira deveria fazer depois que a crise passar.
Afirma o sociólogo: “Mas, passada a crise, e na dependência do governo que ainda tenhamos, a direita voltará de novo, com mais força ainda, para colocar a culpa do descalabro econômico na pandemia e pedir ainda mais ajustes fiscais e privatizações. Ela tem seu arsenal sempre pronto para disparar.”.
O que está por trás dessa ideia é a política que tem sido levada ppr quase a totalidade da esquerda brasileira em torno de uma “unidade nacional” para derrotar a pandemia. Com isso, a esquerda não está fazendo nada agora esperando o momento em que tudo volte ao normal, se é que teremos esse momento.
A política de esperar e obedecer a orientação dada pela burguesia, não realizar manifestações de rua nem reuniões, é confiar que será a própria burguesia e pior ainda o governo Bolsonaro que resolverão o problema do povo.
Ainda que Emir Sader mostre em seu artigo que Bolsonaro, Guedes e cia preparam uma destruição ainda maior para o País, ele não aponta nenhuma proposta que sirva como uma plataforma de luta e de reivindicações para o povo que barre essa destruioção programada.
Apenas é preciso esperar, segundo ele, para aí sim pensar em como combater a direita.
Uma política que só poderá resultar num desastre para todo o povo. Não apenas porque Bolsonaro está destruindo o País mas porque nem sabemos se quando a crise passar ainda existirá o Brasil. Portanto, é preciso fazer algo agora e já.
Se Sader está preocupado de como será o comportamento da esquerda depois da crise, basta olhar para o comportamento dessa esquerda agora, durante a crise. Direções políticas que não se propõem a apresentar uma saída real para um situação de tamanha gravidade, também não terá nenhuma iniciaitiva para o problema despois que ele passar.
É preciso enfrentar Bolsonaro agora!


