Os Estados Unidos da América são o país mais rico do mundo. No entanto, mesmo sendo a maior potência global, com um PIB de 20,54 trilhões de dólares, o país não consegue conter a pandemia do coronavírus. Pior, o caos na saúde dos EUA não é de hoje e sua população sofre com isso há bastante tempo.
A reposta para o porquê dessa contradição está na burguesia dos EUA. O que faz da burguesia norte-americana a mais rica e poderosa do planeta é justamente seu caráter parasitário sobre os trabalhadores do país: nos últimos 40 anos, os ricos viram seus gastos com impostos caírem 80%.
Enquanto o país nem sequer possui um sistema de saúde público, deixando a população morrer por qualquer doença para que as grandes empresas do ramos lucrem, os ricos pagam cada vez menos impostos. Ou seja, aquilo que enriquece ainda mais os poderosos dos EUA é a destruição da qualidade de vida dos trabalhadores do país. Ao mesmo tempo em que viram 80% de seus impostos diminuírem, os ricos do país viram também suas riquezas crescerem.
É por conta desse parasitismo da classe mais rica e poderosa do planeta que os EUA já perderam mais de 40 mil pessoas só nessa crise do coronavírus, até onde se sabe, pelo menos. É assim que um país rico e desenvolvido tenha de receber doações e ajuda humanitária de China e Rússia, bem mais pobres e sem todo o desenvolvimento dos EUA, para tentar combater a crise. É assim que em uma única casa de repouso em Andover, mais de 70 idosos tenham perdido suas vidas para a doença. É assim que enfermeiros têm de brigar para que tenham máscaras e outros equipamentos de proteção.
Se não bastasse o parasitismo no próprio país, a burguesia norte-americana ainda parasita outros país, criando guerras, fazendo golpes de estado e destruindo sistemas de saúde, água, e a industria de países atrasados, como é o caso do Brasil.




