Em comunicado enviado à imprensa, o partido político Força Alternativa Revolucionária do Comum (FARC) denunciou o assassinato de quatro membros no departamento de Bolívar, localizado na região caribenha da Colômbia, neste último sábado (30). Os quatro haviam sido assinantes do Acordo de Paz da antiga guerrilha armada com o governo colombiano.
São mais de 225 firmantes do acordo de paz assassinados pelas forças militares e paramilitares do regime político colombiano. São mais de cem militantes das FARC assassinados no decorrer deste ano, em todos os departamentos do país.
O governo Ivan Duque implementa uma política de tipo fascista, voltada ao extermínio dos movimentos sociais e da esquerda colombiana. A FARC é o principal partido político de esquerda do país, com uma ampla base social nas cidades e no campo. É uma alternativa real de poder, pelo menos em termos eleitorais. Para evitar que a oligarquia colombiana perca o controle do Estado, esta leva adiante uma política de limpeza geral, de extermínio e assassinatos políticos.
O regime político colombiano é uma verdadeira ditadura da extrema-direita fascista atrelada ao imperialismo norte-americano. Nas últimas semanas, setores da direita autorizaram operações militares do Exército dos Estados Unidos no país sul-americano. Na visão da direita, FARC deve ser exterminada e banida do regime político, uma vez que representa o interesse das amplas camadas populares do país.
É conhecida a influência direta das agências de espionagem como a CIA e do Exército dos Estados Unidos nas forças militares colombianas. Na verdade, os americanos têm agido para centralizar as forças de repressão, no sentido de dirigir a repressão à esquerda. Milícias paramilitares de extrema-direita são bastante atuantes no país e contam com a cumplicidade do aparelho de repressão oficial.
Está em marcha um genocídio contra a população pobre e oprimida do país. São noticiados diariamente massacres no campo cometidos pelo Exército e pela polícia. Além disso, a Colômbia conta com cinco bases militares americanas sediadas em seu território e tem servido como uma cabeça de ponte para tentativas de invasão e desestabilização da Venezuela.
O país sul-americano é um exemplo de ditadura do imperialismo. Por ser uma ditadura da burguesia de um país pobre e atrasado, incapaz de cumprir qualquer tarefa democrática e progressista, o regime é extremamente repressivo para com a população, vista como uma ameaça para a minoria exploradora que controla o Estado. O assassinato sistemático dos membros da FARC visa castrar as massas trabalhadoras de seus representantes políticos e de uma organização política que defenda seus interesses.




