A Ucrânia tornou-se após o golpe de Estado um dos centros de organização da extrema-direita internacional promovida pelo imperialismo.
Em 2014, quando o imperialismo impulsionou manifestações fascistas contra o governo eleito de Viktor Ianukóvitch, a política do país sofreu uma mudança de 180º. De um governo aliado da Rússia para uma ferramenta do imperialismo no Leste Europeu. Agora, consagra-se como um centro de treinamento para milicias fascistas de todo mundo.
Segundo levantamento da própria imprensa burguesa, hoje a Ucrânia já seria um dos principais polos de atração da extrema-direita internacional. São quase quatro mil estrangeiros de mais de 35 países que receberem treinamento e combatem junto às milícias fascistas na Guerra Civil Ucraniana.
A guerra entre os chamados “separatistas e pró-russos”, que significam na prática, “mercenários imperialistas e anti-imperialistas” provocou a formação, por parte do Regimento fascista Azov, de um Estado dentro do Estado nacional ucraniano, que não apenas dita a política fascista no país como também exerce grande influência por toda a Europa.
Nas manifestações fascistas, promovidas por Jair Bolsonaro no Brasil, a presença da bandeira nazistas ucraniana reflete esse problema. O governo que iniciou sob uma forte propaganda da imprensa imperialista de estar “ao lado da democracia” na derrubada de estatuas de Lênin e na perseguição política, prontamente revelou-se um governo abertamente nazista no Leste Europeu.
São conhecidos os milhares de casos, como o do norte-americano Mikael Skillt, que saíram de seus países para lutar na guerra civil ucraniana. Destacam-se nesse sentido justamente os países imperialistas, como Inglaterra, Alemanha, Estados Unidos, Canada e Austrália.
Contudo, cada vez mais, os resultados de anos de experiência na Ucrânia mostraram-se uteis para o imperialismo. O país virou um verdadeiro campo de testes, de treinamento e de exportação de fascistas militarmente treinados para todo o mundo.
Na América Latina, ação coordenada dessas forças fascistas é vista justamente contra países como Venezuela, e centralizados sobretudo no enclave imperialista presente na Colômbia, conhecida internacionalmente por suas milicias fascistas impulsionadas pelos Estados Unidos.
A real função do golpe ucraniano serve como lição para a esquerda brasileira sobre como realmente devem ser tratados os fascistas que hoje saem as ruas no país carregando bandeiras nazistas ucranianas.




