Em meio a crise do coronavírus, tudo pode parar – menos a ditadura impulsionada pelo imperialismo. Nesta terça-feira (7), o ex-presidente do Equador, Rafael Correa, foi alvo de mais uma perseguição. Correa fora condenado a oito anos de prisão, além de perder os direitos políticos durante 25 anos.
De acordo com a sentença da Corte Nacional de Justiça, o ex-presidente teria liderado uma rede de corrupção entre 2012 e 2016. Correa – segundo a acusação – teria favorecido empresas em licitações em troca de recursos para seu partido político. Para surpresa dos incautos, dentre uma das empresas, consta a empreiteira brasileira Odebrecht. Além de Correa, outras 20 pessoas foram condenadas, incluindo o ex-vice-presidente Jorge Glas. Jorge Glas, por sua vez, já cumpre uma pena de seis anos por receber propinas da empreiteira brasileira.
Rafael Correa passou a viver na Bélgica desde que as botas do imperialismo tocaram seu calcanhar. Após o recente episódio, o ex-presidente do Equador – considerado foragido pela Justiça equatoriana, classificou o julgamento como uma “palhaçada”. Em recente publicação em sua rede social, no Twitter, Rafael Correa reage ao processo e diz que se trata de uma perseguição assim como fizeram com outros políticos.
“Conheço o processo, e o que os juízes dizem é MENTIRA. Não provaram absolutamente NADA. Puro falso testemunho, sem provas”.
“Não aprendem com a história. Não entenderam nada sobre Lula, Cristina, Evo. É claro que, com essa perseguição, eles provocam danos a curto prazo! Mas, a longo prazo, eles apenas nos tornam invencíveis. Eles não serão capazes de mudar o curso da história. Vamos resistir e vencer!”, reitera Correa.

Quando se trata de perseguição política – o imperialismo não dá tréguas. Não bastasse a crise internacional por conta do coronavírus, o aparelho judiciário dos países atrasados mantém-se fiel à cartilha do imperialismo e executa todas as medidas necessárias para destruir qualquer força de oposição ao controle absoluto dos países imperialistas. Essa, portanto, é a receita que está sendo empregada em todo o continente sul-americano.





