No estado do Amazonas houve mais 8,1 mil casos confirmado de covid-19 com 649 mortes, vítimas da pandemia. Apenas no município de Manaus há 4.804 confirmados segundo o sítio oficial da prefeitura, que configura uma total obliteração da capacidade de atendimento da rede de saúde.
Em Manaus às quatorze farmácias da Unidade Básicas de Saúde (UBS), referenciais para o atendimento das síndromes respiratórias e covid-19, estavam desabastecidas do medicamento oseltamivir (tamiflu). O tamiflu é um medicamento que que pode ser indicado no tratamento da covid-19 e síndromes respiratórias. O aumento do número de casos suspeitos de covid-19 elevou a demanda dessa substância ocasionando sua escassez.
Outro medicamento que também estava desabastecido na cidade de Manaus era o antibiótico azitromicina. No tratamento de covid-19 e síndromes respiratórias, é comum a administração de antibióticos quando houver a suspeita de infecção concomitante por bactérias. O aumento de casos de covid-19 também influiu na disponibilidade do antibiótico azitromicina.
Em resumo, as farmácias das quatorze unidade básicas de saúde locais, referenciais para o atendimento das síndromes respiratórias e covid-19 estavam sem estoque dos dois principais medicamentos no tratamento do covid-19. A população nesta região conta apenas com a promessa da prefeitura municipal de aquisição de 70 mil comprimidos de oseltamivir (tamiflu) e 23 mil comprimidos do antibiótico azitromicina
A falência da rede municipal de saúde em Manaus acaba sendo refletido em vários aspectos, um destes aspectos é a alta taxa de contaminação dos profissionais de saúde. Na cidade de Manaus os testes com os profissionais de saúde começaram apenas no dia 15 de abril. Há no município 23.176 profissionais de saúde dos quais um total de 1279 foram positivos para covid-19, o que representa 5,5% do total de profissionais de saúde.
A diretora-presidente da Fundação de Vigilância em Saúde do Amazonas (FVS-AM), Rosemary Costa Pinto alerta que “Deve ser levado em conta o fato de que a assistência direta aos pacientes com Covid-19 aumenta a vulnerabilidade desses profissionais. Estamos lidando com um novo vírus que, para evitar a exposição e contaminação, exige de nós atenção redobrada, diferente de tudo o que estávamos acostumados”.
O que a diretora não expõe em sua fala é que o baixo número de profissionais de saúde na prestação dos serviços, com a falta de equipamentos de proteção individual adequados são os principais fatores na alta taxa de infecção desses profissionais.





