Uma queda de energia parou um elevador da Maternidade Municipal Célia Câmara, em Goiânia, na noite de domingo (14), e deixou um recém-nascido preso com o pai pouco depois do parto. Gabriel Gomes arrombou a porta do elevador depois de mais de dez minutos sem solução; o bebê tinha nascido havia cerca de 40 minutos, pesando 3,4 quilos e passa bem.
A situação rapidamente se tornou crítica porque o bebê tinha acabado de nascer e ainda estava nos primeiros momentos fora da sala de parto. O pai relatou que tentou manter a calma no início, aguardando o resgate, mas o desespero aumentou quando a solução demorou a chegar. Após perceber uma brecha na porta, decidiu forçar a abertura para retirar a criança.
O caso ocorreu em meio a forte chuva na capital goiana. A direção da maternidade informou que o elevador parou em razão da queda de energia provocada pelo temporal e declarou que os protocolos de manutenção e segurança dos equipamentos estavam em dia. A afirmação é estranha, porque um hospital não pode nunca ficar sem energia, isso pode provocar mortes, motivo pelo qual os hospitais devem ter sempre geradores para o caso de falha na rede.
O episódio expôs a vulnerabilidade de uma unidade de saúde diante da falta de energia. Em uma maternidade, a interrupção do fornecimento elétrico não afeta apenas iluminação e circulação interna, mas também equipamentos, deslocamentos entre setores e a segurança de pacientes em estado delicado. No caso do recém-nascido, a situação foi ainda mais grave.
A mãe da criança também ficou apavorada com o ocorrido. A demora, somada à idade do recém-nascido e ao ambiente fechado do elevador, levou Gabriel a agir por conta própria. O pai afirmou que, ao ver o filho naquela situação, colocou a mão na brecha da porta e conseguiu forçar a saída.
Em locais como hospitais e maternidades, quedas de energia exigem resposta imediata, geradores funcionais e equipes preparadas para retirar pessoas presas sem demora. O caso repercutiu nas redes sociais.




