Da Redação – O economista e professor da Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP), Walter Belik, disse em entrevista à sucursal brasileira da agência de notícias russa Sputnik que o Brasil tem “grande probabilidade” de retornar ao Mapa da Fome da ONU.
Na entrevista, Belik destaca a profunda contradição de um país que “produz uma quantidade enorme de alimentos, segundo estatísticas o Brasil seria o quarto produtor mundial de alimentos. No entanto, o problema é renda para essas pessoas consumirem.”
O professor chama atenção também para o fato de que a rede de segurança alimentar, promovida pelos restaurantes populares e os repasses do Bolsa Família, se encontra em “situação bastante crítica”, e isto acontece num momento em que o desemprego e a miséria explodem, como resultado da crise impulsionada pelo coronavírus.
O critério adotado para a inclusão de um país no Mapa da Fome é de 5% ou parcela maior da população atingidos. No Brasil, isto significa um contingente de 10,5 milhões de seres humanos sofrendo o flagelo da fome, em um dos países mais ricos e desenvolvidos do mundo.





