Na segunda-feira, dia 24/06 houve duas mortes de trabalhadores na região central do Rio Grande do Sul. As ocorrências trágicas se deram naquela mesma tarde enquanto os homens estavam em serviço.
O primeiro trabalhador morreu soterrado por grãos em um silo na cidade de São Gabriel, a suspeita é de que o homem tenha perdido o equilíbrio e caído em meio aos grãos de soja. O segundo caiu de uma altura de 10 metros após tentativa de limpar um reservatório de água no terceiro andar de uma residência na cidade de Santa Maria.
Ambos os casos reforçam a terrível realidade a que são submetidos uma enorme quantidade de trabalhadores de diversas categorias no país. Muitos deles são forçados a trabalhar em mais de um emprego na tentativa de conseguirem o mínimo do sustento. Outra parte, sem emprego formal — cada vez mais escasso em meio à crise econômica produzida pelos capitalistas — são compelidos a tarefas perigosas sem uso de equipamentos adequados de segurança.
As mortes que aconteceram no Rio Grande do Sul são uma pequena amostra das doenças e acidentes (letais ou não) causados pelo brutal esmagamento da classe trabalhadora infligido pela classe dominante. Nesses tempos de crises monumentais, em que se aproxima o fim do sistema capitalista, as conquistas pelas quais os trabalhadores sangraram e deram a vida são atacadas sem a menor cerimonia pela burguesia.
Mesmo aqueles que possuem um trabalho formal, são espremidos, pressionados e levados a um estresse desumano. Isso só é possível porque a burguesia pode ameaçar trabalhadores com a perda do seu emprego utilizando a mão de obra vítima do desemprego e sub-emprego criados por ela própria.
É preciso preparar a classe trabalhadora para lutar contra os próximos ataques dos patrões e da extrema direita, conscientizando e organizando. É preciso exigir com veemência o cumprimento dos direitos básicos já conquistados e propor com mais vigor ainda reivindicações históricas que vão evitar mais mortes de trabalhadores, resolver o problema do desemprego e dos salários de miséria que a grande maioria recebe apenas para sobreviverem.




