A maior e mais importante empresa estatal do País, a Petrobrás, está neste momento sob o fogo cruzado dos golpistas, estando a maioria deles enfileirados detrás do governo entreguista do presidente fraudulento Jair Bolsonaro, que anunciou, há cerca de uma semana, a privatização de mais de uma dezena de empresas nacionais, dentre elas os Correios e, de forma ainda não explícita, a própria estatal do petróleo brasileiro e suas subsidiárias. “O processo, apesar de não declarado, está em curso. Inclusive, anunciaram recentemente a venda de oito refinarias junto com seus terminais marítimos e terrestres” (sítio da FUP, 27/08).
Bolsonaro e seu ministro pró-imperialista, o banqueiro Paulo Guedes, homem dos bancos e do grande capital internacional estão colocando em marcha no país um programa de liquidação do patrimônio público, no qual já foram entregues ao controle do capital estrangeiro a base militar de Alcântara e a Embraer, com várias outras empresas na alça de mira dos golpistas, na fila de espera para serem privatizadas (leia-se entregues) ao capital imperialista.
De todas as ofensivas e ataques contra o patrimônio público, o maior dos crimes que vem sendo orquestrado contra a economia nacional é a disposição do governo golpista e fraudulento em privatizar/entregar a maior estatal do país, a Petrobrás, que é também uma das maiores empresas de petróleo do mundo, que desenvolveu tecnologia de ponta em todas as etapas de produção, desde a prospecção até o refino.
A luta em torno à manutenção da Petrobrás cem por cento estatal e nacional, assume, portanto, um caráter de luta de todo o povo brasileiro, de toda a classe trabalhadora, em primeiro lugar em defesa da economia nacional e da soberania do país. Não se vê, no entanto, por parte dos setores que representam os interesses dos trabalhadores, por parte dos sindicatos, das federações e das confederações uma mobilização efetiva para a defesa da mais importante empresa estatal nacional.
Neste momento, os petroleiros estão em campanha salarial e a principal questão, obviamente, deve estar centrada em torno à luta para impedir a entrega da Petrobrás ao capital estrangeiro, ao imperialismo. As assembléias que neste momento estão sendo realizadas para discutir e organizar a campanha salarial, conduzidas pela Federação Única dos Petroleiros (FUP), deve ter em conta não somente a problemática dos salários, que evidentemente é importante, mas a estratégia principal deve estar voltada para a mobilização em torno à criação de um amplo e forte movimento de luta que envolva toda a categoria petroleira, em especial o setor de ponta das plataformas e das refinarias.
A única forma eficaz de luta neste momento para impedir os ataques e a entrega da estatal ao capital estrangeiro, ao imperialismo é a intensificação das mobilizações e, evidentemente da greve, já sinalizada pela direção da FUP. No entanto, a vitória dos trabalhadores somente poderá estar assegurada se houver a radicalização da luta e neste sentido se coloca como necessária a decretação da greve com a ocupação das plataformas e refinarias, com a tomada dos principais pontos da empresa pelos trabalhadores, como medida de força e resposta da categoria para impedir a privatização/entrega da estatal aos abutres estrangeiros.
Essa deve ser, portanto, a orientação a ser seguida pelas direções do movimento de luta dos petroleiros, que é a única política capaz de impor uma derrota aos golpistas e à direção bolsonarista da empresa, que trabalha para entregar a importante estatal ao capital imperialista. Esta, no entanto, não é somente uma luta dos petroleiros, mas de toda a classe trabalhadora do País e neste sentido a CUT, os sindicatos combativos das principais categorias devem realizar atos e manifestações de apoio e solidariedade aos petroleiros, exigindo que a estatal permaneça como patrimônio público nacional, cem por cento estatal e sob o controle dos trabalhadores.




