Começou hoje (5) a 14ª Mostra de Cinema de Ouro Preto em Minas Gerais, a CineOP. A mostra irá até o dia 10 de junho e o evento tem como concepção central a preservação audiovisual. Nesse sentido, devido à política da direita golpista no governo federal e estadual de corte à cultura, o evento quase foi cancelado. Apesar da ajuda financeira da Cemig e da Secretaria de Cultura e Turismo, ainda não dá para arcar com todos os custos do evento.
É preciso lembrar que o governador de Minas Gerais, o direitista do Partido Novo, Romeu Zema nomeou uma pessoa da rede Globo para a pasta da cultura e leva adiante a proposta de fusão da Secretaria da Cultura com a do Turismo. Quer dizer, nomeia alguém ligado ao monopólio de comunicação que só quer lucrar com os produtos “globais”, além de querer retirar a autonomia de gestão e financeira da pasta da cultura.
As propostas anticulturais da direita de Minas Gerais refletem desde antes àquelas propostas pela direita que deu o golpe contra a presidente Dilma Roussef em 2016. De lá até o governo Bolsonaro, o Plano Nacional para a Preservação Audiovisual segue parado. Não somente a área do cinema saiu prejudicada, importa lembrar que os museus estão fechando por conta do governo golpista do Michel Temer, já que este fechou o MinC alocando-o como secretaria no Ministério da Educação e extinguiu o Ibram (Instituto Brasileiro de Museus). Em decorrência disso, no governo do ilegítimo presidente Jair Bolsonaro, fecharam-se o Museu do Oratório e o de Sant’Ana por falta de verbas destruindo a referência de registro histórico da época da independência do Brasil.
Diante de todos esses ataques, a Mostra procura resistir apresentando nesta 14ª edição a temática “Mulheres, terras e territórios” a partir da qual foram registrados 34 produções inscritas de estudantes. Serão exibidas 103 filmes, dentre eles, o “Superoutro”, “Abaixo a Gravidade” e “O Rei do Cangaço”, além de oficinas culturais, debates, shows e lançamento de livros tomam espaço na Mostra. O evento é gratuito.
Por esses exemplos e muitos outros denunciados por este diário, há que se concordar que a direita com seu programa neoliberal busca com o corte de gastos, cortar os direitos da população. Para eles o povo não precisa de cultura, saúde ou educação de qualidade, tem que ser obediente e trabalhar muito para suportar a crise econômica dos capitalistas, para que eles não parem de lucrar. O governo do presidente Jair Bolsonaro expressa, com o ataque à cultura e educação, essa política de transferir a crise econômica para o povo. Motivo pelo qual, não se pode aceitar essa direita golpista no poder, sendo necessário se organizar e tomar as ruas pelo Fora Bolsonaro, Eleições Gerais Já, Liberdade para Lula e Lula Candidato, política capaz de tirar a direita do governo.



