Nesta segunda-feira (24), o presidente dos EUA, Donald Trump, anunciou mais sanções econômicas contra o Irã. Dessa vez o atingido é o próprio líder do país, aiatalá Ali Khamenei (que Trump confundiu durante seu anúncio com o aiatolá Khomeini, morto em 1989). Essa penalização vem depois de um recuo desmoralizante para o império norte-americano: na sexta-feira (21) Trump chegou a anunciar um bombardeio, mas voltou atrás no último momento. O motivo alegado foi um drone dos EUA derrubado pelos iranianos perto do território do país.
As sanções econômicas vêm sendo usadas por Trump contra o Irã desde o ano passado. Os EUA estão obrigando os outros países a pararem de importar petróleo iraniano, para asfixiar a economia do país. As sanções começaram depois de uma ruptura com o acordo nuclear firmado com o Irã pelo governo de Barack Obama. Os maiores compradores do Irã são a China e a Índia. Outros compradores importantes eram Taiwan, Itália e Grécia, que cortaram a importação ainda em novembro, quando Trump iniciou as sanções. Japão, Coreia do Sul e Turquia são outros compradores importantes que foram pressionados a parar de importar petróleo dos iranianos, sob pena de sofrerem sanções econômicas.
A ameaça de bombardeio de Trump e as novas sanções econômicas são desdobramentos de um novo período de pressão do imperialismo contra o Irã. No dia 12 de junho, dois petroleiros foram atingidos por explosões no Golfo de Omã, região estratégica para o transporte do petróleo. Um navio era norueguês e outro japonês. Os EUA acusaram o Irã de ter promovido ataques a esses navios. O Irã estava recebendo a visita oficial do primeiro-ministro do Japão, Shinzo Abe. Um momento especialmente inoportuno para o suposto ataque iraniano, e muito conveniente para o imperialismo.
A agressividade do imperialismo contra o Irã demonstra a crise do domínio dos EUA sobre o Oriente Médio no último período. A ameaça contra os iranianos poderia deflagrar um conflito generalizado em todo o Oriente Médio.




